HTE Sobre Rodas #18 – Qual o futuro da F1 no Brasil?

A relação entre Brasil e Fórmula 1 está cada vez mais enfraquecida. Desde 2008, quando Felipe Massa brigou pelo título até a última prova, e 2009, quando Rubens Barrichello e sua Brawn GP conquistaram a terceira colocação no Mundial de Pilotos, o esporte não consegue ser atrativo aos espectadores brasileiros.

Algo que pode explicar isso é a falta de competitividade dos pilotos do Brasil. Felipe Massa, Rubinho Barrichello, Nelsinho Piquet, Lucas Di Grassi, Bruno Senna e Felipe Nasr foram os nomes que passaram pela maior categoria do automobilismo nos últimos anos e, de 2010 para cá, nada almejaram. Poucas vezes os brasileiros brigaram por pódios e até mesmo para ficar na zona de pontuação.

Outro reflexo é a brusca queda na audiência televisiva da Fórmula 1. Em pesquisa feita pelo site UOL em março de 2016, foi mostrado que a Rede Globo de Televisão, emissora que detém os direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil, perdeu mais de 50% da audiência do esporte nos últimos dez anos. Em 2005, uma corrida de F1 registrava cerca de 15,8 pontos de audiência média. Em 2015 esse número caiu para 7,7 pontos.

Tanta é a queda na relevância da Fórmula 1 para o público em geral que as transmissões estão cada vez mais migrando para a TV fechada. A Globo só transmite o final dos treinos classificatórios e já chegou a não exibir algumas corridas, deixando a missão para o SporTV.

Isso, no entanto é um problema a nível mundial. A Fórmula 1 vem perdendo seus telespectadores, que cada vez mais passam a acompanhar pela internet.

E em 2017 podemos ter um outro fator que fará com que a Fórmula 1 praticamente perca o pouco espaço que ainda lhe resta. Com a aposentadoria de Felipe Massa confirmada e Felipe Nasr sem vaga garantida, podemos ter uma temporada sem nenhum piloto brasileiro. Ainda também não é confirmada a presença do GP do Brasil na edição.

Seja em público, em corridas e em transmissões, a Fórmula 1 fica distante cada vez mais do Brasil. E são poucas as possibilidades para que essa realidade possa mudar em tão pouco tempo.

 

Heider Mota

Baiano, 21 anos, estudante de jornalismo e amante dos esportes. Twitter: @heiderzito

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