MNF – ‘Quase sem querer’, Denver teve a certeza de que saiu ganhando

Se o Denver Broncos tinha algum arrependimento em não ter dado a Brock Osweiller um contrato gigantesco para tentar convencer o quarterback a ficar na franquia, após substituir bem Peyton Manning em alguns jogos de 2015, ontem essa questão foi sanada. O Monday Night Football trouxe o duelo entre Denver Broncos e Houston Texans, terminando com uma lavada dos Broncos por 27-9.

O desempenho de Osweiller foi ridículo: 22-41, 131 jardas, sem touchdowns nem interceptações, mas com um fumble perdido de forma bizonha (deixando a bola escorregar antes de lançá-la). A defesa dos Broncos não teve muito trabalho em limitar o ataque comandado por Osweiller, que acabou tendo uma noite para se esquecer no Colorado.

Do outro lado, o ataque dos Broncos, que vinha de duas derrotas seguidas, demorou para engrenar, mas voltou a ser eficiente. Trevor Siemian foi regular, acertando alguns passes em profundidade e colocando a equipe em posição de anotar pontos. Siemian terminou o jogo com 157 jardas e 1 TD. Sem turnovers.

O leitor pode estar pensando: com esses números você quer defender que o Osweiller é tão pior assim que o Siemian? Que se eles trocassem de lado, os Texans venceriam? Sinceramente, a resposta é não para as duas perguntas. O meu ponto de vista é que os Broncos se livraram, ‘quase sem querer’ (como o clássico do Álbum “Dois”, do Legião Urbana), de gastar uma bolada com um QB no máximo mediano, ficando com um de nível similar gastando muito menos. Isso salvou uma grana para manter nomes como Von Miller, talvez o melhor pass rusher da NFL atualmente.

Osweiller alegou, na coletiva de anúncio de sua chegada aos Texans, que preferiu ir para Houston por acreditar que teria melhores condições de se dar bem. Se Brock Osweiller esteve andando meio distraído, se John Elway, GM dos Broncos, foi impaciente e distraído, os Broncos acabaram não se preocupando se não sabem o porquê…

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