Do brilho em campo para a eternidade: Obrigado, Chapecoense!

Imagem: Omar Momani

Um dos slogans da Rádio BandNews FM é “em 20 minutos, tudo pode mudar”. Tomo a liberdade de fazer uma pequena correção na frase. Na verdade, em um piscar de olhos, tudo pode mudar. Em março deste ano, escrevi o texto ‘Chapecoense: a surpresa que pode virar realidade em 2016?’ e hoje, 29 de novembro de 2016, infelizmente preciso falar sobre um trágico acidente que levou a óbito grande parte do elenco e comissão técnica da equipe catarinense, que viajava para Medellín, onde enfrentariam o Atlético Nacional pela partida de ida da Copa Sul-Americana.

Me faltam palavras para falar sobre essa situação. Há uma semana estavamos felizes com a grande defesa do goleiro Danilo, que foi uma das vítimas fatais do acidente, no jogo contra o San Lorenzo, naquela que foi a última partida desses jogadores na Arena Condá, casa da Chape.

Um time batalhador, humilde e simpático. Em 2009, a Chapecoense ainda figurava na Série D do Brasileirão. Em pouco tempo, escreveu uma das mais lindas histórias do futebol nacional. Chegou à elite em 2014 e, apesar de apenas um 15º lugar, chamou atenção pela raça demonstrada em campo. Virou xodó de todos os torcedores. Em 2016, a equipe faz boa campanha no Brasileirão, venceu o Campeonato Catarinense e estava prestes a disputar a final da Sul-Americana. Não foi da vontade da vida que a Chape pudesse entrar em campo no maior capítulo de sua história.

O lamentável ocorrido levou clubes a usarem as cores de rivais, estrelas de todo o mundo desejando forças, voltando seus olhos para a dor das famílias e mostrou que o futebol é feito de união. União que leva quase todos os clubes das Séries A e B a trocarem seu escudo pelo da Chapecoense. União que leva equipes a tomarem medidas como solicitar o não rebaixamento da Chape as próximas três temporadas, além de oferecerem jogadores por empréstimo sem custos. Obrigado Chapecoense, obrigado por nos dar esperança em um futuro melhor para o futebol do nosso país.

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Os guerreiros da Chapecoense foram em busca de uma estrela para pôr no peito, mas acabaram se tornando 76 estrelas no céu. A equipe de ascensão surpreendente foi brilhar no céu. Obrigado Chapecoense, obrigado por nos fazer entender o quão maravilhoso é o futebol. Vocês foram em busca do sonho e se tornaram lendas!

chapecoense

O HTE SPORTS PRESTA HOMENAGEM E DESEJA FORÇAS AOS FAMILIARES DAS VÍTIMAS

Jogadores:
Danilo
Gimenez
Dener
Matheus Caramelo
Marcelo
Filipe Machado
Thiego
Josimar
Gil
Sérgio Manoel
Matheus Biteco
Cleber Santana
Arthur Maia
Kempes
Ananias
Lucas Gomes
Tiaguinho
Bruno Rangel
Ailton Canela

Comissão Técnica:
Caio Júnior
Eduardo Castro Filho (Duca)
Anderson Paixão
Boião
Cezinha
Doutor Márcio
Rafael Gobbato
Pipe Grohs

Jornalistas:
Victorino Chermont (Fox Sports)
Lilácio Pereira Jr (Fox Sports)
Rodrigo Santana Gonçalves (Fox Sports)
Devair Paschoalon (Fox Sports)
Mário Sérgio (Fox Sports)
Paulo Júlio Clement (Fox Sports)
Guilherme Marques (Globo)
Guilherme Van er Laars (Globo)
Ari de Araújo Jr (Globo)
Laion Espíndola (GloboEsporte.com)
Giovane Klein Victória (RBS)
André Podiacki (RBS)
Bruno Mauri da Silva (RBS)
Djalma Araújo Neto (RBS)
Gelson Galiotto (Rádio Super Condá)
Edson Luiz Ebeliny (Rádio Super Condá)
Douglas Dorneles (Rádio Chapecó)
Fernando Schardong (Rádio Chapecó)
Jacir Biavatti (RIC TV)
Renan Agnolin (Rádio Oeste Capital)

Heider Mota

Baiano, 21 anos, estudante de jornalismo e amante dos esportes.

Twitter: @heiderzito

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