Turnover – Nós somos Chape

Para o amigo que está acostumado com a nossa coluna semanal e a cobertura do HTE na NFL, peço licença para não falar sob nenhum aspecto do jogo ou de alguma equipe ou jogador na coluna da semana. Gostaria, em nome de toda editoria de Futebol Americano do HTE Sports, trazer uma mensagem esportiva de otimismo e apoio aos torcedores da Chapecoense e aos familiares da tragédia da última segunda-feira, 28.

O esporte tem o potencial de mexer com as nossas emoções. Desde a vitória suada até a derrota sofrida, os fãs normalmente sentem isso no seu íntimo e fazem com que os seus times sejam a extensão até da sua família. Mas quando uma tragédia abala tudo isso, como reagir? E agora, o que faremos? Foi isso que passou a equipe de Futebol Americano da Universidade de Marshall, nos Estados Unidos, após um acidente aéreo em 14 de novembro de 1970 matou todos os 77 passageiros, dentre eles técnicos, jogadores e torcedores do time, que haviam viajado para uma partida fora de casa.

As similaridades com o caso da Chapecoense não param por aí. Assim como Chapecó, a cidade Huntington, na Virgínia Ocidental, ficou totalmente abalada, pois o time sempre foi a principal atração e orgulho do local. Muitos achavam que o programa de futebol americano de Marshall deveria ser fechado após o desastre. Mas com a ajuda de treinadores que não viajaram, alguns poucos jogadores e o abraço da comunidade, o time acabou se reconstruindo e manteve a chama acesa, em homenagem aos que perderam as suas vidas no trágico acidente. Você pode acompanhar mais sobre o filme no brilhante texto do colega Marcelo Parpinelli para o Cine HTE em 2015.

Quis contar esse exemplo porque foi o primeiro que me veio a mente hoje pela manhã, após a cabeça começar a sair do choque da tragédia. A história é inspiradora, pois mostra como familiares, amigos e até universidades rivais (quem acompanha a NCAA sabe que as rivalidades nos EUA entre Universidades são ferrenhas) se propuseram a ajudar na reconstrução do programa de futebol americano de Marshall.

Claro que a dor, o luto e a perda dos entes queridos nunca será superada. As feridas ficarão abertas. As cicatrizes para sempre estarão lá nos lembrando das pessoas que chegaram muito próximo da glória esportiva mas acabaram sendo traídas pelo destino e entraram no hall dos eternos no esporte. Mas o exemplo e o apoio que faço, em nome de todos que compõem o editorial de futebol americano do HTE, é de que as pessoas de Chapecó não deixem a Chape morrer. Cada um com o pouco que puder fazer, dê a sua contribuição, apoie o clube da melhor forma possível.

A história tem de ser preservada e os que se foram devem sempre ser honrados e lembrados. Para isso acontecer, além do amparo aos familiares dos que se foram, é importante preservarmos e homenagearmos quem se foi representando a sua luta e mantendo o nome da Chapecoense entre os clubes mais importantes do futebol brasileiro. Afinal, depois de todo o belo trabalho realizado e a tragédia que aconteceu no início desta semana, todos NÓS SOMOS CHAPE!

 

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