Um dia muito triste para o esporte brasileiro

Ontem em casa, enquanto o Vitória vencia o Coritiba pelo Brasileirão, estava assistindo o documentário Senna, que passava no canal Universal. E me arrepiava com as memórias que tinha da sua carreira e da minha vida enquanto tudo acontecia. De acordar nas manhãs de domingo ao som do Tema da Vitória que minha mãe colocava no último volume. Das madrugadas que ficava acordado com ela para ver as provas na Austrália e Japão. Da dor que foi quando do seu acidente. Da professora da quarta série chorando à cada 15 minutos em sala no dia seguinte.

Hoje quando acordei me deparei com o Whats bombando na madrugada. Notícia trágica do voo da Chapecoense, que vitimou jogadores, comissão técnica, jornalistas, convidados e tripulação presentes. Me arrepiei e me emocionei tanto quanto na tragédia de Ayrton Senna. Não se trata de comparar as situações, mas da empatia que criamos com algumas histórias do esporte. A Chapecoense conquistou não só a cidade de 210 mil habitantes em Santa Catarina, mas todos que gostam de histórias como as suas no esporte.

Difícil até escrever algo diante do luto e da tristeza que me abate no momento. A cada nome pronunciado na lista dos presentes no voo um nó na garganta aparece. Mario Sérgio Pontes de Paiva, jogador histórico dos anos 80 no futebol brasileiro, campeão mundial com o Grêmio, ex-treinador de diversas equipes e que estava na equipe da FOX. Deva Pascovicci de quem ouvi inúmeras narrações marcantes na CBN aqui em São Paulo. Todos os atletas e comissão técnica que faziam uma campanha histórica.

Coisas que passaremos a vida sem entender. A única coisa que podemos fazer aqui de longe agora é rezar, seja qual for sua religião, para que Deus conforte as famílias das vítimas. Que nossas autoridades consigam auxiliá-los com todos os trâmites legais e forneçam suporte psicológico. Todo o resto fica para depois. A Chapecoense ficará para sempre em nossos corações.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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