Análise: Campanha de Campeão!

Texto: Helena Victoretti

Campeão com uma rodada de antecedência, o caneco que foi confirmado no dia 27/11 contra a Eterna Chapecoense, o Palmeiras fez uma campanha memorável e digna de um vencedor.

E os números provam isso:

24 vitórias.

– 8 empates.

– 6 derrotas.

– 62 gols feitos.

– 32 gols sofridos.

– 80 pontos.

– 29 rodadas na liderança.

Eis que o hino do clube foi concretizado.  Melhor ataque, melhor defesa e maior média de público do campeonato:

“Defesa que ninguém passa

Linha atacante de raça

Torcida que canta e vibra”

Intensidade, regularidade e equilíbrio foram as principais palavras do Palmeiras neste campeonato. Cuca foi o maior responsável pelo título, soube comandar a equipe com firmeza. Em resumo: intensidade nas jogadas ofensivas, regularidade durante cada rodada, e se em 2015 o Palmeiras era o time que “faz gol, mas também leva”, nesse ano o equilíbrio na defesa foi um dos principais segredos da campanha, um time veloz, entrosado, marcação forte com encaixes individuais, jogadas novas que foram tão contestadas pela imprensa, mas que no final deram MUITO certo.

Jogadores improváveis foram fundamentais para a conquista, tornando o título ainda mais interessante. Exemplificando:

Jailson – Prass lesionado, bate um desespero e uma desconfiança na torcida Alviverde, mas eis que surge Jailson. De reserva do Ceará na segunda divisão em 2014 a titular absoluto no Palmeiras 2016, 19 jogos e nenhuma derrota, fez ótimas atuações seguidas, diversas defesas difíceis e se tornou extremamente querido pelos palmeirenses, merecidamente.

Tchê Tchê – Do anonimato ao triunfo em um só ano, 1317 passes certos, pra que mais? Superou as expectativas ao ser contratado por indicação do técnico Cuca, o jogador mostrou nos 37 jogos que atuou muito talento, versatilidade, sendo fundamental na marcação do time.

Moisés – Raça, persistência e doação nos jogos. O volante deu consistência ao meio campo alviverde, 73 desarmes certos, soube abrir as defesas dos adversários e foi a peça chave do tão famoso arremesso lateral de dentro da área. Ele e Tchê Tchê formaram uma dupla descomunal, colocando Gabriel e Arouca no banco.

Mina – Em resumo, o zagueiro completo.  Famoso por suas dancinhas, o zagueiro além de ser ótimo defensivamente, fez uma dupla imbatível ao lado de Vitor Hugo e não teve medo de se arriscar no ataque, marcando gols em clássicos.

Dudu – Quem diria que o baixinho seria decisivo em mais um titulo palmeirense?! A evolução de Dudu dentro e fora de campo é nítida, o equilíbrio alcançado nesse ano pelo jogador foi fundamental. 56 cruzamentos certos, 10 assistências, veloz e driblador. O capitão se entregou em campo e não é toa que recebeu o apelido de “guerreiro” pela torcida, a camisa 7 do Palmeiras está em boas mãos.

Além desses jogadores, Zé Roberto, Vitor Hugo, Gabriel Jesus, Jean, Roger Guedes, entre outros também foram fundamentais para conquista do titulo. O fato é que o Cuca soube aproveitar a característica de cada membro do elenco, não se demonstrou acomodado em nenhum momento, a prova disso são as revelações e a descobertas feitas pelo time. O Palmeiras tinha seu estilo de jogo, mas sabia se adaptar conforme cada adversário. A última rodada foi contra o Vitória. Por ironia do destino, em 2002 o Palmeiras pisava no Barradão e ia pela primeira vez na sua história para a segunda divisão. Em 2016, a SEP chegou na Bahia campeã e bateu o Vitória, com o time reserva, vencendo o último jogo do ano e mantendo o padrão.

Por fim, a união do clube a fé de Cuca chamaram a atenção. O time, comissão técnica e torcida jogaram juntos e este foi o segredo para a conquista do ENEA. Eis a prova disso tudo: Aos 49 do segundo tempo no jogo Palmeiras x Chapecoense, Cuca fez uma substituição, talvez a mais emocionante da história. Sai Jailson e entra Prass. O Allianz Parque veio a baixo.  O time todo abraça o goleiro invicto. A homenagem era para ambos. A academia de goleiros do Palestra Itália estava mais viva do que nunca. As lágrimas e o brilho nos olhos de cada torcedor deixavam isso claro: O Palmeiras voltou a ser o Palmeiras.

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