Homenagens à Chape, fim de jejum de 15 anos: o título do Grêmio e a final da Copa do Brasil

Texto: Gustavo Mestriner

A Copa do Brasil cada ano vem sendo mais atrativa e mais disputada pelos clubes brasileiros, torneio nacional jogado ao longo do ano inteiro com mais de 80 equipes que visam, como gostam de dizer, um caminho mais rápido e fácil para garantir uma vaga na Libertadores. Talvez mais rápido pelo menor número de jogos, mas com certeza não existe facilidade nenhuma, em formato mata-mata e com jogos ida e volta, os jogos da Copa do Brasil são sempre mais do que acirrados e emocionantes.

Esse ano, a grande final foi entre Grêmio x Atlético Mineiro, dois enormes tradicionais clubes do futebol brasileiro. O primeiro jogo, jogo da ida aconteceu em 23 de novembro, no Mineirão, onde quem deu show foi o time gaúcho, que mesmo jogando fora de casa, venceu por 3×1 o Galo, que nessa partida, jogou uma bola bem fraquinha, atípica e muito abaixo do nível esperado, todo desorganizado e sem nenhum padrão tático. O jovem atacante do tricolor gaúcho, Pedro Rocha, autor de dois gols e ainda expulso por dois cartões amarelos foi o nome do jogo. Infelizmente ficou de fora do jogo de volta.

O jogo de volta, que na verdade era para ter sido no dia primeiro de dezembro, na quarta-feira passada, infelizmente precisou ser adiado em decorrência a triste tragédia com o avião da Chapecoense, que resultou na morte de 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica da Chape e jornalistas e profissionais da imprensa. Após o Luto em respeito a todas as perdas do nosso futebol, Grêmio e Galo voltaram a se encarar no dia 7 para enfim decidir quem fica com a taça e o título da Copa do Brasil.

Entre esses dois jogos, nessa pausa maior, muita coisa ocorreu, começando pela demissão do técnico Marcelo Oliveira do Atlético logo depois a derrota no Mineirão. Diogo Jacomini, técnico interino assumiu a equipe, mas não teve muito o que fazer para conseguir arrumar o time.

O Galo até tentou, jogou todo o time para frente, substituindo seus volantes por mais poder ofensivo ao longo da partida, no entanto, mesmo assim não conseguiu furar a forte defesa e marcação do Grêmio, que soube jogar com o resultado conquistado fora de casa e administrou a partida sem sofrer muito sufoco ou sustos.

O jogo em Porto Alegre não teve muitos bons lances e jogadas espetaculares, foi uma partida mais pegada, nervosa e sem muita novidade, de emoção só mesmo o clima de final tomado pela Arena do Grêmio, lotada e em clima de festa por toda torcida gremista.

Com dois gols já no fim da partida, primeiro do gremista equatoriano Miller Bolaños, que acabara de entrar na partida e logo em seguida com uma pintura de atrás do meio de campo do atleticano Cazares, também equatoriano que empatou o jogo. O grande destaque mesmo foram as inúmeras homenagens para a Chapecoense, o jogo foi o primeiro jogo oficial no Brasil depois do Luto pós tragédia.

Com 1×3 no Mineirão e 1×1 na Arena, o Grêmio finalmente pode soltar a voz e gritar o tão aguardado grito de “É CAMPEÃO”, grito que estava engasgado havia bastante tempo, o Grêmio não conquistava um grande título de expressão já há 15 anos. O Grêmio sai da fila e com mais essa conquista, se torna o maior campeão da Copa do Brasil com 5 títulos.

Mesmo com o vice da Copa do Brasil, o Atlético Mineiro também disputará a Libertadores de 2017 e entra direto na fase de grupos devido as mudanças de última hora da Comenbol que deu a vaga dos times mexicanos para o Galo, quarto colocado no campeonato brasileiro.

Parabéns pela conquista Grêmio! Pentacampeão!!

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