Retrospectiva 2016 – Esportes Olímpicos

2016 foi um ano especial para os esportes. Com o Rio de Janeiro como capital desportiva do anos, nos emocionamos com as conquistas, lamentamos as derrotas e fomos brindados com uma das cerimônias de abertura de Jogos Olímpicos mais bonitas de todos os tempos. Histórias que foram além do esporte, que ultrapassaram as barreiras nacionais. Além das Olimpíadas, diversas competições mundo a fora tiveram grande destaque.

Liga Mundial / Grand Prix de Vôlei

Na Tailândia, as meninas do vôlei conquistaram mais uma vez Grand Prix

Na preparação do principal evento esportivo do ano, as seleções de José Roberto Guimarães e Bernadinho fizeram bonito nas quadras pelo mundo. Na Liga Mundial, com um amplo rodízio promovido por Bernardinho, os homens chegaram até a final na Sérvia, perdendo para os donos da casa e ficando com o vice-campeonato. Com Murilo desfalcando a equipe por lesão, a competição foi extremamente importante para que Wallace e Lucarelli assumissem o papel de protagonista da seleção. Mas a glória maior veio com as meninas no Grand Prix. Na fase final, disputada na Tailândia, brilharam as estrelas da ponta Natália, eleita melhor jogadora da competição, e da pequena-gigante líbero Léia, que esteve em todos os cantos da quadra na grande final contra os EUA, com vitória emocionante das brasileiras por 3 sets a 2.

Dinastias domésticas do Vôlei

Em Betim/MG, o Sada/Cruzeiro reinou absoluto, conquistando o Mundial de Clubes

Ainda falando sobre o voleibol, mas agora dos clubes, 2016 foi mais um ano de domínio no masculino e no feminino. Entre as mulheres, mais um título da Superliga para o Sesc/Rio de Janeiro. Comandas pela estrela Natália, que agora está no voleibol turco, o time da capital fluminense mais uma vez foi soberana nas quadras do Brasil. No Mundial, chegou na quinta posição. Já entre os homens, o Cruzeiro segue dominando o cenário nacional, conquistando o tricampeonato da Superliga. Os cruzeirenses também levaram o Mundial de Clubes, disputado em Betim-MG.

Dinastia rubro-negra na NBB

O Flamengo segue dominando na NBB, com o quinto título nacional

Embora o basquete nacional não tenha muito que se orgulhar no ano (falaremos mais abaixo), o time do Flamengo têm muito que celebrar na bola laranja em 2016. Em uma série final de 5 jogos emocionantes contra o Bauru, os cariocas levaram o troféu da principal competição nacional pela quinta vez (a quarta de forma consecutiva) em 8 anos de disputa. De quebra teve o ala Marquinhos como MVP da temporada regular e Olivinha, ala-pivô, como melhor jogador das finais.

Chegou a vez de Andy Murray

Andy Murray é agora o novo dono do mundo no tênis

Depois de anos com Novak Djokovic reinando em absoluto no tênis mundial, chegou a vez do britânico Andy Murray alcançar o topo do mundo. Nole conquistou os dois primeiros Grand Slams do ano, na Austrália e o inédito Roland Garros no saibro francês, mas com o ouro nos Jogos Olímpicos, o título em Wembley e no ATP Finals, quem vira o ano como melhor do mundo é Andy Murray. No US Open, o título ficou com o suiço Stan Wrawinka. Entre as mulheres, a alemã Angelique Kerber desbancou a americana Serena Williams do topo do ranking, com as conquistas do Australia Open e do US Open. A espanhola Garbiñe Muguruza ficou com o Roland Garros e Serena com o torneio de Wimbledon.

Dopping Russo

O atletismo russo ficou fora das Olimpíadas pelo caso institucionalizado de dopping descoberto pelas agências internacionais.

O esporte russo viveu verdadeiro inferno astral. O atletismo foi proibido de disputar a Olimpíada do Rio, devido a um escândalo de doping. Da Paralimpíada o país todo foi banido. No fim do ano, o COI determinou a reanálise de todos os testes antidoping a que foram submetidos esportistas russos nos Jogos de Londres-2012.

Jogos Olímpicos

Rafaela Silva conquistou o primeiro ouro do Brasil no Rio de Janeiro

O Brasil sediou uma edição histórica das Olimpíadas. Com uma organização perfeita, o Rio de Janeiro foi o palco de grandes emoções. Nos despedimos em grande estilo de lendas como Michael Phelps e Usain Bolt. Vibramos com  os ouros Rafaela Silva no judô, Tiago Braz no salto com vara, com a seleção de vôlei masculina destruindo a Itália na grande final, com a conquista de Róbson Conceição no boxe, com Martine Grael e Kahena Kunze na vela, com Alisson e Bruno Schmidt no vôlei de praia e com o inédito e tão sonhado ouro olímpico do futebol masculino, na disputa de pênaltis contra a Alemanha no Maracanã. Vibramos também com as três medalhas do grande Isaquias Queiroz na canoagem, com a sonhada medalha de Diego Hypollito na ginástica artística e todas as 19 medalhas brasileiras, na melhor participação do país na história dos Jogos. Destaque para a emociante cerimônia de abertura com a linda homenagem a Vanderlei Cordeiro de Lima que teve a grande honra de acender a pira olímpica.

Falcão se despede das quadras

Melhor de todos os tempos nas quadras, Falcão anunciou sua aposentadoria.

O melhor jogador de futsal de todos os tempos deixou as quadras nesse ano. Com dribles desconcertantes, gols importantes como na final do Mundial de 2012 (em que jogou com parcial paralisia facial) e muitos títulos do currículo, Falcão não voltará para as quadras em 2017. Foram dois títulos mundias, dois vices em cinco participações. Nessa última, apesar da eliminação precoce, Falcão nos brindou com um lindo gol de bicicleta contra a Colômbia.

FIVB Beach Volleyball World Tour

Alisson e Bruno Schimidt dominaram o circuito mundial de vôlei de praia

Não foi somente em Copacabana que Alisson e Bruno Schimdt brilharam. A dupla número 1 do mundo dominou basicamente todo o circuito e conquistaram logo após as Olimpíadas o FIVB Beach Volleyball World Tour, competição que fechou o calendário mundial com as melhores duplas no Canadá. O vôlei de praia também viu a introdução de Emanuel, campeão olímpico em Sidney/2000, no Hall da Fama da modalidade;

Intervenção da FIBA na CBB

Basquete nacional sofreu intervenção da FIBA por gestão totalmente incompetente.

Fechando a retrospectiva, a página mais escura do basquete nacional. Atolada em dívidas, com uma gestão vergonhosa, cancelamentos de eventos e não envio de seleções de base para competições internacionais, a FIBA não viu outra saída que não fosse a intervenção da gestão da CBB. Tamanha incompetência no esporte que teve uma participação bem ruim nos Jogos Olímpicos, vencendo somente 2 das 10 partidas da modalidade (as duas no masculino), a intervenção elimina inclusive os clubes como o Flamengo, campeão nacional, e Mogi das Cruzes, campeão Sul-Americano, da disputa da Liga das Américas. Que 2017, após a trabalho da gestão em conjunto do COB, Ministério dos Esportes e os gestores internacionais que estão realizando minuciosas análises orçamentárias e financeiras, somada com a eleição em abril e a saída (graças a Deus) de Carlos Nunes do comando de uma das modalidades mais importantes desporto nacional, a bola laranja possa reviver no Brasil.

E para você? Qual foi o momento mais marcante dos esportes olímpicos em 2016? Deixe nos comentários

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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