Vem de 5: Maiores momentos da Chapecoense

A tragédia com a Chapecoense mostrou o quanto o futebol ainda pode ser solidário e humano. A Chape, tão querida por tantos torcedores de outros clubes, coleciona grandes momentos, apesar da sua breve história. O Vem de Cinco de hoje faz uma singela homenagem aos atletas, à torcida, aos brasileiros e à instituição Chapecoense, lembrando os cinco maiores momentos da Chape.

Rápida ascensão 

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A Chapecoense jogou apenas 1 temporada da Série D do campeonato brasileiro. Em 2009, quando o clube começava sua reestruturação, a Chape conseguiu uma vaga na 4ª divisão. Naquele ano, ficou em 3ª e subiu para a C. Saiu de lá em 2012, conseguindo o acesso para a B. E, então, atingiu o ápice da primeira divisão do campeonato brasileiro no ano seguinte. Em apenas 6 anos, o clube de Chapecó subiu da Série D para a Série A, de onde não saiu e dificilmente sairá nas próximas temporadas. Outro fato importante foram as duas participações na Sul Americana, em 2015 e 2016 (a última em que, possivelmente, será considerada campeã).

Goleadas em Gigantes

SC - BRASILEIRÃO/CHAPECOENSE E INTERNACIONAL - ESPORTES - Jogadores da Chapecoense comemoram gol durante a partida entre Chapecoense SC e Internacional RS válida pela Série A do Campeonato Brasileiro 2014 no Estádio Arena Condá em Chapecó (SC), nesta quinta-feira (09). 09/10/2014 - Foto: JUNIOR MATIELLO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

No ano de sua reestreia Série A, em 2014, a Chapecoense fez nada mais nada menos do que 5 gols no Internacional, que terminaria o campeonato daquele ano em 3º. Diones (2), Leandro (2) e Camilo marcaram os gols.
No ano seguinte, outra goleada: 5×1 no Palmeiras, time que conquistou a Copa do Brasil desse ano. Neto, Camilo, Túlio de Melo, Apodi e Ananias anotaram em um jogo histórico para a Chapecoense.

Contra o River Plate

Foto de Laion Espíndula, um dos jornalistas que foram vítimas da tragédia. Fica a nossa homenagem
Foto de Laion Espíndula, um dos jornalistas que foram vítimas da tragédia. Fica a nossa homenagem

Primeira competição internacional da história que disputava, e a Chapeterror não se intimidou. O River, que já havia conquistado a Libertadores de 2015, era o adversário. Um gigante do futebol sulamericano e mundial. A Chape saiu na frente, o River empatou, Bruno Rangel (maior artilheiro da história do clube) fez o 2º dele no jogo, e a pressão pra cima dos argentinos foi até o último minuto de jogo. A Chapecoense merecia ter ganho, pela raça, pela vontade e pelos gols que não entraram.

Defesas do goleiro Danilo

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Danilo foi o maior herói da Sul Americana, sem exagero. Nas quartas-de-finais, mais um gigante na frente da Chapecoense, que mais uma vez, não se intimidou. O Independiente, maior campeão da Libertadores, levou a decisão para os pênaltis. Danilo simplesmente defendeu 4 pênaltis dos hermanos, e foi protagonista na classificação da Chape para a semi. Na fase próxima, contra o San Lorenzo, no jogo de volta, aos 49 do segundo tempo, uma bola na área. O jogador do time adversário dá um toque perto da pequena área, o gol parecia certo. Com o pé, o goleiro tira o gol, numa demonstração de reflexo e agilidade para concluir a jogada. Muitas foram as defesas de Danilo, mas esses dois episódios foram os mais marcantes.

Homenagem do Atlético Nacional

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Agora, depois do ocorrido, gestos dignos de tudo aquilo que o futebol representa. O primeiro, o pedido unânime de todos os profissionais do clube colombiano em conceder o título para a Chapecoense, sem considerar a questão financeira ou a glória que é conquistar um título internacional, dando lugar à solidariedade e à consideração com todos os envolvidos. O segundo, e ainda mais histórico, no Atanasio Girardot, estádio do Atlético Nacional, em que 44 mil pessoas estavam presentes e cantaram músicas alentando a Chape, e outros milhares estavam na frente do estádio, porque não conseguiram entrar (mas, mesmo assim, também prestaram homenagens). Foram lembrados os atletas, jornalistas e tripulantes, numa verdadeira lição de humanidade do clube e do povo colombiano. Certamente, esse fato estará nas páginas de ouro da história do clube catarinense e do futebol mundial.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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