NFL – Batalha ofensiva entre Kyle Shanaham e Josh McDaniels no SB LI

A grande final do futebol americano profissional é marcada por diversos pequenos confrontos entre as equipes. Atlanta Falcons e New England Patriots entrarão em campo no próximo dia 5 de fevereiro buscando o sonhado troféu Vince Lombardi. Para conquistar a vitória, as pequenas batalhas entre jogadores e esquemas ofensivos e defensivos deverá ser fundamental. Ainda mais quando tratamos de dois dos ataques mais prolíficos da temporada. Mas qual dos dois ataques conseguirá causar mais problemas a defesa adversária?

O ataque do Atlanta Falcons foi simplesmente espetacular durante toda a temporada regular e nos playoffs. Os Falcons foram o segundo melhor ataque da temporada Regular em jardas por partida e ficaram na liderança do ranking de pontos por jogo. Muito disso se deve ao arquiteto desse ataque, o coordenador ofensivo Kyle Shanaham. O seu esquema de spread offense, somado aos bloqueios em zona para o jogo corrido fazem com que Atlanta tenha o ataque mais dinâmico e imprevisível da NFL.

Alex Mack tem papel fundamental no esquema ofensivo dos Falcons

Com armas como Matt Ryan, Julio Jones, Tevin Coleman, Davonta Freeman, Alex Mack, além de surpresas como Taylor Gabriel, Austin Hooper e Levine Toilolo, os Falcons ão aos seus adversários muitas dificuldades para marcação, tendo em vista que o esquema de Shanaham gira em torno da imprevisibilidade das suas jogadas, fazendo com que as defesas usem o esquema padrão, não podendo abusar das chamadas subpackages, que são formações derivadas que dariam outra leitura para os ataques, focando o combate em uma espécie de ataque (terrestre ou aéreo).

Por mais que o grande destaque da franquia tenha sido o QB Matt Ryan, favorito ao prêmio de MVP da temporada, o sistema de Atlanta é baseado no jogo corrido. Por isso, tanto a dupla de RB’s, quanto a linha ofensiva e seus bloqueios em zona são fundamentais para que a equipe tenha sucesso, encurtando o espaço entre a secundária e o front-7 e fazendo com que as big plays possam surgir, principalmente com play-actions.

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Após esse trecho, o torcedor de New England deve estar preocupado. Só que os Falcons também devem estar quebrando a cabeça para imaginar como parar o ataque comandado por Josh McDaniels e capitaneado por Tom Brady, um dos maiores (se não o maior, como discutimos no texto sobre o lugar de Tom Brady na história da liga) quarterbacks de todos os tempos. Mas os primeiros jogos da temporada, com Garoppolo e Brissett comandando uma campanha de 3-1 nos 4 jogos de suspensão de Brady, mostraram que o esquema desenvolvido por Josh McDaniels é tão brilhante que mesmo sem o seu astro, pode levar a equipe até as vitórias.

Tom Brady sabe explorar as fraquezas de seus adversários como poucos

McDaniels (assim como todo o coaching staff liderado por Bill Belichick) tem como principal característica ofensiva explorar ao máximo as fraquezas do adversário. No caso dos Falcons, uma das piores defesas em termos de pontos cedidos e jardas aéreas cedidas, muito provavelmente os Patriots devem utilizar bastante os passes curtos com Julian Edelman e Martellus Bennet, além dos screens para os running backs. Brady é especialista em castigar defesas que utilizam blitzes para pressioná-lo, o que é uma das características de Atlanta, já que a equipe da Georgia não consegue muita pressão com a sua linha defensiva.

Os Patriots devem apostar em campanhas longas, principalmente se construírem uma vantagem no início da partida, para poder deixar Matt Ryan e o explosivo ataque dos Falcons longe do gramado. Para isso, também será importante o jogo corrido da equipe, onde LeGarrete Blount deve ter papel destacado. Os Falcons sabem que a chave na partida será pressionar os recebedores dos Patriots e evitarem terceiras descidas curtas, forçando Brady a atuar em passes mais longos. Para isso, melhorar a defesa contra o passe no centro do campo será fundamental.

 

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