Retorno dos camisas 10: boas contratações ou falta de mercado?

O futebol brasileiro sempre foi conhecido por ter em seus clubes, ao menos um jogador que assumisse a “responsa” na hora de necessidade do clube, o tal camisa 10. Pois bem, nos últimos anos vivemos uma escassez desses jogadores que enchiam os nossos olhos quando víamos jogar. Muito se deve pelas loucuras feitas por árabes e chineses que vêm ao mercado brasileiro, em busca de nossos principais jogadores, os levando para o seu país.

Só nos últimos 2 anos, tivemos uma leva enorme de meias, que faziam a função do camisa 10, e que foram levados a preço de ouro. Podemos citar o Éverton Ribeiro, ex-Cruzeiro, Jadson e Renato Augusto, ex-Corinthians, dentre outros. Mas recentemente, os clubes voltaram a correr atrás de velhos nomes que estavam no Oriente Médio, para repatriá-los ao país onde se destacaram pelo seu futebol.

Essa busca começou em 2016, quando o Flamengo resolveu trazer o meia Diego, que estava no Fenerbahçe, da Turquia, e acabou dando certo. Em 18 jogos pelo rubro-negro, o meia de 31 anos marcou 6 vezes e deu várias assistências para gols, sendo decisivo na campanha do Fla, na reta final do brasileirão.

No final do ano, é que a chuva de contratações voltaram a aparecer. As chegadas de Montillo no Botafogo, Guerra no Palmeiras, Conca no Flamengo, e recentemente o nome de Thiago Neves no Cruzeiro, trouxeram muita euforia por conta de status de craque, para os torcedores dos clubes. Mas eu pergunto a você, caro leitor; O que está acontecendo, para que os jogadores venham para o Brasil? Será a saudade da terra natal, ou a adaptação que acabou não dando certo?

Geralmente, os campeonatos asiáticos, tendem a ser mais frágeis, com menos treinos e consequentemente menos jogos, fazendo com que os jogadores que retornam ao Brasil, sofram com o desgaste de várias partidas consecutivas no calendário nacional. Vimos o caso do Hernane “brocador”, que saiu com fama de goleador no Flamengo, para o Al-Nassr, retornou ao Brasil para o Sport, depois para o Bahia, mas em nenhum deles conseguiu demonstrar um futebol de destaque, que voltasse a ser falado na mídia. Mas também tiveram casos como o do Robinho, que voltou da China para o Atlético-Mg, e arrebentou em 2016, ajudando o galo na bela campanha que fez no campeonato nacional e na copa do Brasil, ficando com o vice-campeonato da competição.

O que nos resta fazer, é esperar, e então chegarmos a uma conclusão sobre essas contratações. Claro que torcemos pelo futebol arte, com habilidade, e bons toques de bola. Mas sejamos cautelosos em tudo, pois como citado acima, podem ou não darem certo. Estaremos na torcida para que Montillo, Conca e Thiago Neves, voltem a encantar seus torcedores, com o bom futebol que sabem jogar.

Rafik Oliveira

Amante de várias modalidades esportivas, trago à tona diversos temas que abordam o cenário nacional, sempre com uma visão diferenciada para cada esporte.

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