Meu jogo histórico #16 – Palmeiras x Internacional (30/09/2015)

Texto: Bianca Ramos

Entre tantos jogos históricos desde a existência da Sociedade Esportiva Palmeiras, preferi escrever sobre um jogo que vi de pertinho e que teve um gosto especial: foi o meu primeiro mata-mata assistido de dentro do estádio.

Era o segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil de 2015. Um empate sofrido no Beira Rio deixou a decisão para o Allianz Parque, onde o Palmeiras era muito forte.

Eu já havia ido ao Allianz, mas nunca num jogo ás 22hrs e nem em mata-mata. A atmosfera é outra, a torcida estava animada e cantou o tempo todo. Até que o jogo começou e a história foi completamente diferente do que todos os palmeirenses esperavam.

O primeiro tempo do Palmeiras foi impecável. Ofensivo ao extremo, mostrando quem estava jogando em casa. Tanto é verdade que logo no início da partida, numa cobrança de escanteio, Vitor Hugo desviou de cabeça e abriu o placar, levando eu e mais 40 mil pessoas à loucura dentro daquele estádio. Ainda antes do intervalo, numa cobrança de pênalti, Zé Roberto ampliou.

Quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo, até o mais pessimista dos palmeirenses não acreditava num revés do rival. Uma das maiores deficiências do Palmeiras era na defesa, tomando gol em quase todos os jogos, e foi o que aconteceu; No segundo tempo, o Internacional conseguiu o empate com Anderson (que usou o pé alto e o juiz não marcou) e Lisandro López. Com esse resultado, o Palmeiras estava eliminado da Copa do Brasil em pleno Allianz Parque lotado.

Nessa hora congelei. Seria eu tão pé-frio assim? Fiquei paralisada, as pessoas falavam comigo e eu não conseguia tirar os olhos do gramado. Felizmente, essa angústia demorou apenas um minuto, quando Andrei Girotto meteu a cabeça na bola e marcou o gol da classificação palmeirense. O estádio explodiu e nós fizemos questão de incomodar a torcida visitante, só para não perder o costume.

Dali em diante, foi só sufoco. Contando os minutos para o fim do jogo, antes que a nossa zaga entregasse mais uma vez. Cada bola na área do Palmeiras era um pequeno infarto e cada ataque uma esperança de gol, mas o jogo terminou dessa forma: 3 a 2 para o Palmeiras e a classificação para a semifinal da Copa do Brasil de 2015, na qual fomos campeões. Fui embora rouca, cansada, mas foi um dos dias mais inesquecíveis que já vivi.

Um time que não era o mais forte da competição, mas que com raça e união da equipe, conseguiu erguer a taça. Um jogo que não foi o melhor tecnicamente, mas foi o meu jogo histórico.

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