O rodízio de Guto Ferreira

Após retornar na temporada de 2016 para a elite do futebol nacional, o Bahia esse ano terá um calendário bastante apertado, principalmente nesse primeiro semestre. Não que no período anterior as coisas fossem mais folgadas pro tricolor, é que Guto Ferreira irá começar de fato um seu trabalho do zero a frente do clube baiano, pois chegou à Salvador no decorrer do Campeonato Brasileiro da Série B, após uma série de mudanças no elenco promovido pela diretoria.

Já estamos no segundo mês e o Bahia tem pela frente o Campeonato Baiano junto com a Copa do Nordeste e do Brasil, esta última que será mais longa devido algumas alterações nas datas e no regulamento inicial da competição, onde o time melhor colocado no ranking da CBF tem a vantagem do empate para avançar a próxima fase do certame nacional. Por conta desse tão criticado calendário do nosso querido futebol, Guto resolveu inovar e como tudo na vida existe a parcela dos que são a favor e contra, essa atitude dividiu a torcida e a imprensa também.

Uns acreditam que o rodízio de jogadores é uma medida preventiva de lesões, outras afirmam que o conjunto no que diz respeito a entrosamento do time será prejudicado. Para não ficar em cima do muro, fico com o primeiro grupo e veja bem o porque da minha escolha. Se o Esquadrão vive esse dilema entre várias competições ao mesmo tempo, não pode-se negar que existe uma iminente preocupação sobre as questões físicas dos atletas, principalmente no risco das lesões . Para quem não sabe, em todo clube de futebol possui o departamento médico e dentro dele o setor de fisiologia. Ele é responsável por realizar de forma frequente um exame que determina a quantidade no nível sanguíneo da creatina quinase, ou popularmente conhecida como CK. Dali sabemos o risco de acontecer uma lesão, caso o nível de CK esteja bastante elevado, e isso é transmitido para a comissão técnica, tomando a decisão de não colocar o jogador para atuar,sequer treinar.

Tudo é coordenado não existe determinação unilateral no clube, seja ele Bahia, Vitória ou qualquer um. Diante disso, Guto tem optado por colocar os titulares na Copa do Nordeste e Copa do Brasil, enquanto que os reservas ou por muitos chamado de “time B “ focam nas partidas do estadual, com a presença de jovens talentos das divisões de base como é caso de Kaynan, Dejair, Juninho Capixaba, Rodrigo Becão, Júnior Ramos,Marco Antônio, Mário e Matheus Peixoto.

No Baianão, o Bahia ocupa a segunda colocação com dez pontos ganhos, dois a menos que o líder Vitória. Por outro lado no certame regional, o tricolor esta na primeira colocação com cinco pontos ganhos no grupo B ao lado do Fortaleza, porém ganha nos critério de saldo de gols, ou seja o trabalho de Guto Ferreira até aqui não sofre qualquer ameaça no quesito posicionamento de sua equipe nos torneio que disputa, no entanto só faço uma ressalva sobre os atacantes tricolores no qual não vivem um bom momento e a torcida clama por um bom jogador na posição. Será que é necessário ou com o tempo as coisas melhorarão?

Bom,isso só saberemos nas cenas dos próximos capítulos, ou melhor dos jogos a seguir. O que resta é torcer que esse planejamento feito por Guto Ferreira seja coroado com títulos e a torcida siga apoiando e renove as esperanças por um desempenho sem sustos no Brasileiro.

 

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

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