RECANTO DA COLINA #3 – Empolgação: a grande inimiga da perfeição

Há pouco tempo estávamos comemorando uma boa vitória sobre o Santos do Amapá (do Amapá!). Vitória com dois gols de pênalti. Fizemos paródia do Vasco no Mundial de Clubes, formulamos música sobre o momento atual do time, endeusamos os estreantes e começamos a sonhar com um futuro melhor para o Gigante da Colina, em que os rebaixamentos frequentes não existiam, muito pelo contrário: seria com o Vasco na parte de cima da tabela. Tudo muito lindo, mas esquecemos de uma coisa: foi uma excelente atuação, mas perante o Santos do Amapá.

Com suas firulas, Kelvin acabou com a fraquíssima, porém esforçada defesa do Santos-AP. Gilberto entrou e colocou fogo no jogo com sua velocidade e ginga pra cima dos adversários. Martín Silva pouco tocou na bola e a ausência de Rodrigo nem foi notada. Dito assim, parecem ingredientes de uma grande atuação de nossa equipe. A perspectiva de um futebol melhor a partir daquele momento nos animou, mas esquecemos de uma coisa: era contra o Santos do Amapá.

Bastou apenas a partida seguinte para todos os nossos sonhos se tornarem incógnitas. Contra o Volta Redonda, levamos um gol logo cedo e vimos o quão fraco é o poder de reação de nossa equipe. Depois de tanta empolgação após a vitória contra o Santos amapaense, nosso sentimento é de dúvida. Uma atuação apagada de Kelvin, um Gilberto ineficaz e um Nenê que não conseguiu furar a também fraca defesa do Voltaço.

É lógico que toda a empolgação da torcida na vitória contra o Santos-AP contagiou os jogadores. No meio da sorte que o time do Volta Redonda teve, há também a falta de competência de nossos atletas em alguns quesitos. Guilherme Costa parece não ter uma comissão técnica suficientemente boa que o faça evoluir. Alan Cardoso compartilha do mesmo problema. Nenê até tenta, mas se depara com um time passivo e tranquilo, que acha que o gol vai sair a qualquer hora, na sorte, talvez. Infelizmente o futebol não é assim, aliás a vida não é assim. Necessitamos de esforço durante 100% do tempo para conquistarmos nossos objetivos, que é a vitória. Essa é a filosofia que falta ser implantada por Cristóvão Borges e sua comissão técnica.

 

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– Saudações Vascaínas!

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