REFÚGIO IMORTAL #3 – Existe vida sem Douglas?

Sem Douglas por seis meses: e agora? (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Podem chamá-lo de gordo, de preguiçoso, de descompromissado, de baladeiro e até de cachaceiro. Mas a verdade é: o futebol que Douglas apresentou em 2015 e 2016 fez com que o torcedor gremista deixasse de lado a implicância com o camisa 10 e o colocasse no hall dos jogadores memoráveis que já vestiram o manto tricolor.

Lesão nos ligamentos do joelho ocorreu em treinamento. (Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS)

A catimba, a calma, a paciência, a visão de jogo, a perna esquerda sempre precisa, os gols e assistências de Douglas foram fundamentais para o pentacampeonato da Copa do Brasil há alguns meses.

Mas e agora, com o rompimento dos ligamentos do joelho esquerdo que o manterá afastado dos gramados pelos próximos seis meses, como Renato Portaluppi e o Grêmio hão de se virar sem a presença do “Doga10”? E depois, como o meia – que nunca foi dos mais cuidadosos com sua forma física – vai estar depois de ficar tanto tempo parado?

A solução que imediatamente veio à cabeça do treinador e da maioria dos gremistas? Miller Bolaños! Atacante contratado com o status de estrela, o equatoriano nunca desencantou e há tempos vinha pedindo para jogar mais recuado, participando mais ativamente da construção das jogadas ofensivas da equipe. Os primeiros resultados no Campeonato Gaúcho são positivos e o desempenho de Miller realmente melhorou. Mas será suficiente?

Outra opção seria a utilização de Maxi Rodriguez – meia uruguaio que também não mostrou a que veio e andou emprestado à Universidad de Chile e ao Peñarol.

Ainda há a possibilidade de dar (mais) uma chance a Lincoln, jovem promessa, precocemente elevada ao status de craque, mas que não conseguiu render na equipe profissional.

Supondo que nenhuma das três alternativas seja suficiente para suprir a ausência de Douglas, olhemos para o mercado: a não ser o Flamengo, que esbanja qualidade com Conca, Diego e Mancuello, poucos clubes brasileiros tem um jogador com as características de passe preciso, cadência de jogo e boa finalização. E aqueles que tem, não querem se desfazer.

O mercado externo apresenta algumas soluções e inclusive surgiram boatos de que o Grêmio teria interesse na contratação de Paulo Henrique Ganso. O nome não me agrada, e a diretoria também não parece estar disposta a abrir os cofres para uma contratação desse calibre.

Olhando para o mercado sul-americano, depois da “varrida” que os clubes brasileiros fizeram na última janela de transferência, sobraram poucas possibilidades concretas, e a direção precisaria de um garimpo minucioso em busca de uma aposta. Mas eis a questão: com uma Libertadores batendo à porta e a ânsia por novos títulos, é hora para apostas?

Bolaños: chegou a hora de provar que pode ser a solução. (Foto: Bruno Alencastro/Agência RBS)

Acredito que não! Acho que a solução para a posição de Douglas realmente é Miller Bolaños e a direção deve focar seus esforços em suprir outras necessidades do elenco. Um zagueiro, por exemplo, para uma eventual ausência de Geromel ou Kannemann, ou então um atacante físico e finalizador, para dar novas possibilidades a Renato.

Precisamos de uma ou duas contratações de peso, que agreguem valor ao elenco. Chega de Willians, Jael, Bruno Cortez e cia.

Libertadores não é brincadeira e não podemos abrir mão do objetivo que é o tricampeonato continental.

#ForçaGrêmio

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