Brasil vence o Paraguai e chega a Rússia: É proibido pedir mais?

Aguardei o resultado da partida entre Peru e Uruguai, vencida pelos peruanos por 2×1. Isso porque, com os resultados da rodada finalizada, o Brasil matematicamente é o primeiro país a se garantir na Copa do Mundo da Rússia em 2018. A vitória sobre o Paraguai por 3×0, na Arena Corinthians, selaram a classificação da equipe comandada por Tite. Além disso, o Brasil volta a liderança do ranking da FIFA depois de muito tempo longe da ponta (ok, eu não dou a mínima para o ranking da FIFA também, mas é uma marca).

A classificação veio num jogo que o Brasil de Tite foi o Brasil de Tite. Controlou o jogo, não se afobou nas dificuldades impostas pelo adversário, teve muita paciência para trabalhar a equipe adversária e ir aproveitando os espaços no decorrer do jogo, quando o vigor físico dos paraguaios já não era o mesmo para correr (e bater). Os gols de Phillipe Coutinho, Neymar e Marcelo construíram a vitória, que veio de forma tão natural quanto a fluência das jogadas desenhadas pelo time canarinho durante a partida.

Coutinho se tornou o complemento ideal para Neymar

Os destaques da partida foram Neymar, que vem tendo atuações de melhor do mundo de forma sequencial; Paulinho, mantendo a boa fase após marcar 3 gols no jogo anterior e hoje deu duas assistências; Phillipe Coutinho, que mesmo fora de posição mostra que é o complemento perfeito para Neymar; e Marcelo, que se recuperou da falha em Montevidéu e marcou um belo gol para fechar a vitória brasileira. Vitória essa que poderia ser maior, pois Neymar ainda desperdiçou uma penalidade.

Vaga na Rússia garantida, jogo bonito implementado, seleção entrosada e encaixada: o que falta? Ainda há espaços para melhoras? Ao meu ver, sim. Professor Adenor sabe, com exemplos anteriores dele e da seleção brasileira, que não existe “grupo fechado” um ano antes de uma competição. Claro que existem jogadores de confiança, que conhecem a forma de trabalho, mas não se pode deixar de dar oportunidades para alguns jogadores que estão muito bem em seus clubes, enquanto outros são discutíveis.

Marcelo se redimiu da falha no jogo anterior e marcou um golaço (NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Nomes como Mariano, Fabinho (como meio campista, o famoso box to box), David Luís (sim, ele mesmo. Não adianta chiar, ele é o zagueiro brasileiro em melhor fase na Europa) e Diego Alves são alguns exemplos de como a seleção ainda pode reunir mais qualidade técnica dentro dos seus 23 convocados. Já nomes como o de Fágner, Fernandinho (não vem bem no City e na seleção menos ainda), Gil e até mesmo o titular Alisson podem (e devem) ser questionados. Pelo que estão jogando HOJE, se o mundial fosse agora, esses jogadores deveriam sair da lista dando espaço aos outros citados.

Dificilmente Tite cometerá esse tipo de equívoco por apego emocional ou algo do gênero. Após a classificação, o natural é que nomes de jogadores veteranos e que já estejam consolidados possam até dar passagem a alguns jogadores em observação, para que Tite abra mais o seu leque de opções para a equipe. Não há como criticar o trabalho realizado até agora, mas não dá pra cair na ilusão que tudo já está pronto para o Mundial. Fases de jogadores vão e vem, e daqui até março de 2018, prazo final para a lista dos 23 convocados para a Rússia, muita coisa pode mudar no desempenho dos atletas.

No mais, prepare-se torcedor brasileiro: A Rússia já é realidade. Pode encomendar a sua vodka, rumo ao sonho do hexa.

 

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