CLUBE DA FÉ #96 – A busca do equilíbrio

Caros amigos tricolores, o ano de 2017 vem sendo meio bipolar para o nosso São Paulo. Por um lado, estamos todos animados com o nosso plano ofensivo, que tem feitos muitos gols e criado outras tantas oportunidades. Do outro, nosso lado defensivo tem nos deixado apreensivo com a quantidade de gols tomados. No estadual, por exemplo, somos no momento o melhor ataque e a segunda defesa mais vazada da competição. O São Paulo de Rogério Ceni está agora a busca do famoso equilíbrio dos setores, ou seja, atacar e defender com a mesma competência.

E não adianta nos escondermos da realidade. Por mais que eu goste desse plano de jogo proposto pela comissão técnica liderada pelo M1to, temos pela frente agora as fases de mata-mata (até agora foram só mata) da Copa do Brasil e Sul Americana, duas competições importantes para as pretensões do São Paulo de retomar o caminho dos títulos e da Copa Libertadores em 2018. E, nesses jogos, uma defesa eficiente pode fazer da diferença.

Muito dos gols tomados, é verdade, foram mais frutos de falhas individuais, com zagueiros batendo cabeça, Bruno e Bufarini errando feio na marcação na lateral direita, além de Sidão ainda não mostrar a que veio, falhando em pelo menos três dos gols sofridos. Não vou dizer que Dênis tem que se titular, mas se o criticamos o ano passado inteiro por essas falhas, devemos aqui também apontar que Sidão ainda não as solucionou definitivamente.

Outro ponto que tem me preocupado no sistema defensivo é a marcação no meio campo. Sempre me parece que os adversários conseguem chegar a linha de zagueiros com facilidade, forçando, assim, os erros individuais apontados. Os pontas do 4-1-4-1/4-3-3 implantado por Ceni até aqui precisam colaborar mais na recomposição. E os trio de meias centrais também precisa melhorar o posicionamento, a pressão nas perdas de bola e o retorno ao campo de defesa. Repare quantas vezes nossa linha defensiva fica praticamente no mano-a-mano e verá como a causa dos gols tem sido na marcação executada mais a frente.

Mas, de novo: Gosto desse plano de jogo. Quero ver cada vez mais o São Paulo controlando a partida, indo para cima do adversário, independente da qualidade e do resultado já adquirido. Os últimos anos com Muricy e outros treinadores que passaram pelo São Paulo (tirando Osório) foram de jogos extremamente chatos de serem assistidos, com exagero de cruzamentos e preocupação excessiva em não tomar gol. Era muito medo de perder e praticamente nula a vontade de ganhar. Prefiro assim, que o time busque o resultado, acreditando nas suas qualidades. E acho que a entrada de Jucilei e talvez de Araruna no meio possa nos ajudar a alcançar esse equilíbrio. Fato é que os adversários estão vendo nosso poderio ofensivo orquestrado por Cueva, com muita velocidade de Luiz Araújo (e terá também em Wellington Nem) e finalização precisa de Pratto. Com isso, jogarão também mais atrás explorando os contra-ataques. Por isso a recomposição tem que ser eficiente.

Acredito que Rogério Ceni está no caminho certo. Acertando alguns detalhes, tanto com a entrada de novas peças, quanto nos treinamentos gerenciados por Michael Beale, somado a melhoria da condição física que vem com o andamento da temporada, sigo com melhores perspectivas para esse ano que nos anos anteriores.

Notas:

  • Lucas Pratto, Buffarini e Cueva estarão fora do clássico contra o Corinthians, devido a convocação por suas seleções nas Eliminatórias. Isso mostra como é incrível a capacidade da federação de não saber valorizar seu produto. Os Estaduais, tão contestados, tem nos clássicos seu maior atrativo e na hora de fazer o calendário não conseguem ver uma coisa simples como essa. Patético.
  • E antes que digam que isso é choro antecipado, digo que, mesmo com esses desfalques, acredito em vitória do São Paulo sobre o Corinthians. E desafio o Thago Cunha, diretor aqui do HTE Sports e responsável pelo Cantinho do torcedor do Corinthians a uma aposta para o clássico: O torcedor do time vencedor irá escrever o post no Cantinho do Torcedor do outro, com a zueira que escolher. Afinal, esporte é para isso, para nos divertirmos entre amigos. Aposta lançada. Vamos ver se ele aceita.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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