Em jogo impecável, Brasil de Tite se reafirma entre as melhores do mundo

O Brasil encarou o jogo contra o Uruguai, em Montevidéu, como uma verdadeira decisão visando uma vaga na Copa da Rússia em 2018. Com certeza, aquele seria o maior desafio, até então, encarado pela equipe comandada pelo professor Adenor Bachi. E o desafio foi superado com maestria: 4×1 no Uruguai em pleno Centenário, com direito a hat-trick de Paulinho, terceiro jogador na história da seleção brasileira a conquistar o feito em jogo das eliminatórias (Tostão em 69 e Romário em 2001, ambos contra Venezuela).

A partida se iniciou com um Brasil impondo o seu jogo, tendo a posse de bola e colocando o Uruguai para correr atrás na marcação. Entretanto, esse é o jogo que os uruguaios também executam, e esperaram uma bola para tentar decidir a partida. Parecia que o erro de Marcelo, que resultou no pênalti convertido por Cavani iria marcar a noite. Mas o que se viu foi um Brasil pleno e convicto do que buscava no gramado.

Neymar bagunçava a marcação pelo lado direito do ataque. Em grande jogada, iniciou a jogada do primeiro gol de Paulinho, um chutaço de fora da área. O tão criticado volante mal sabia que isso era apenas o início da sua maior partida pela seleção. Apesar de alguns sustos na bola aérea, a equipe continuava controlando a bola e impondo o seu jogo. O primeiro tempo acabou e o Brasil parecia muito mais perto da vitória do que os donos da casa.

Na segunda etapa, a superioridade brasileira se concretizou. A equipe voltou controlando o meio campo e trabalhando a bola no ataque. O gol de Paulinho, após rebote no chute de Firmino, fez justiça ao jogo. A partir daí, o Uruguai se lançou a frente. O Brasil cometeu algumas faltas próximo da área, mas Alisson apareceu com duas boas defesas. Chegava a hora do Brasil utilizar-se do contra-ataque.

Neymar marcou um golaço na goleada

Em uma bola esticada, Neymar venceu Coates na velocidade e finalizou por cima de Martin Silva. Gênio. 3×1 Brasil, sacramentando a vitória e tirando a alma da reação uruguaia. A equipe celeste ainda corria em campo, mas notava-se que estava entregue. Tanto que ainda houve tempo, nos acréscimos, para que Daniel Alves cruzasse e Paulinho, de peito, completasse para o gol e fechasse a goleada de um Brasil que se afirma de vez como uma das melhores seleções do mundo e garantida (ainda que os matemáticos contradigam) na Rússia em 2018.

Time formado, maneira de jogar conhecida, aplicação tática, conceitos modernos de jogo. Tite trouxe tudo isso para um grupo de jogadores talentosos, mas que estavam sem confiança e desorganizados. Ainda há espaço para melhoras e o ápice deve ser atingido no mundial, mas o Brasil de hoje não deve nada para nenhuma seleção no mundo.

Este homem se igualou a Tostão e Romário
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