Mais uma vitória na árdua luta das mulheres no esporte. Dessa vez, no golfe

A Honorável Companhia de Golfistas de Edimburgo, conhecida popularmente como o clube Muirfield, aprovou nesta terça-feira a admissão de mulheres em seus campos pela primeira vez desde sua criação, há quase três séculos, anunciou no Twitter.

Henry Fairweather, o presidente do clube que foi cenário do Open britânico em 15 ocasiões, mas que deixou de ser por causa de sua política discriminatória, anunciou que a decisão foi aprovada com o apoio de 80% de seus sócios. Em declarações para a imprensa, disse que foi uma decisão importante para um clube fundado em 1744, mantendo os valores e aspirações de seus fundadores e de que espera a entrada de mulheres como sócias para desfrutarem das tradições e espírito cordial do esporte e do clube.

O tempo de espera atual para ser admitido como sócio é superior a dois anos. A votação ocorreu em 2016 e, apesar de a admissão de mulheres vencer, não recebeu apoio de dois terços dos sócios para a mudança de estatuto.

O R&A, o órgao que gerencia o golfe em todo mundo, com exceção dos Estados Unidos e México, determinou que Muirfield não poderia ser cenário do grande torneio britânico, o mais antigo da história, se não houvesse uma mudança.

O British Open foi disputado 16 vezes em Muirfield desde 1892, e o mais recente, em 2013, teve vitória do americano Phil Mickelson.

Os arquivos do clube mostram que as mulheres jogam em Muirfield desde 1904, mas não podiam virar sócias de pleno direito.

Em uma era em que cada vez mais se discute a valorização do esporte feminino, essa notícia mostra uma importante conquista para as mulheres.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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