Manter a evolução para não desequilibrar

Em pouco tempo quando iniciei a coluna neste site, fiz questão de abordar o motivo de Argel Fucks não encantar no comando técnico do Vitória (Veja aqui). De fato ainda encontra uma certa resistência perante a alguns torcedores que acham no trabalho dele um futebol pouco vistoso e com as contratações feitas poderia ser muito melhor. Concordo nessa afirmativa, até porque torço para um sucesso e por conquistas de títulos do rubro-negro nesse primeiro semestre afim de dar mais tranquilidade a Argel e seus comandados no início da série A em maio.

Uma das críticas foi justamente quanto a proposta de jogo que recai no esquema tático do Leão. Argel fez bem ao escolher povoar o meio-campo do Vitória e ser agraciado com a evolução do futebol de José Welisson, onde atua melhor na posição de volante e as vezes é sacrificado na lateral-direita onde seu aproveitamento não é muito bom. E na armação das jogadas há um entrosamento entre Gabriel e Cleiton Xavier, onde o primeiro eu gosto do seu futebol pois sabe fazer a diagonal como poucos e tem uma visão apurada do jogo, porém tanto ele quanto o colega que veio do Palmeiras podem render muito mais. Uma das aquisições mais badaladas do Vitória foi o Jesus Datólo, esse ainda é uma incógnita e particularmente eu espero na sua recuperação para brilhar com a 10 do Vitória.

O esquema mais ofensivo no formato 4-3-3 e suas variações, foi comprovado que não deu certo. Primeiro que tanto William Farias e Uilliam Correia não podiam atuar juntos, ou seja , um é reserva do outro e por isso o sistema foi modificado. Aliado a esse problema, os jogadores de marcação sofriam com um desgaste maior, por conta do afastamento das linhas defensivas e do meio-campo o que gerava uma espécie de “buraco” e por ali o adversário sempre construía as melhores jogadas. E a criação foi bastante contestada, onde apenas Cleiton Xavier era responsável por fazer a bola chegar no ataque. Não somente,os laterais viviam a pouco tempo uma fase ruim, Norberto e Geferson não agradam ao torcedor e acertadamente a diretoria trouxe Patric do Atlético Mineiro para ser o “dono” do lado direito. Na linha de frente, o faro de gol não é questão de preocupação para Argel, já que tanto Kieza, David, André Lima e Pineda estão afiados e prometem ser as principais atrações pro Ba-Vi que está por vir.

É manter a evolução e aprimorar mais ainda o que vem dando certo. O Vitória pode e merece mais neste ano de 2017. Para isso não pode deixar o excesso da confiança tomar conta e  adotar a política de ter os pés no chão neste momento decisivo. Chegou a hora de rugir mais alto!

 

Curtas :

– Não citei o nome do Paulinho no penúltimo parágrafo, porque o mesmo ainda não mostrou serviço apesar de ter balançado as redes com a camisa do Vitória. O investimento feito não justifica

– E o Campeonato Baiano segue dando prejuízo a dupla Ba-Vi. Em particular ao Leão que teve um saldo negativo de -R$ 25.793,02 em faturamento líquido até a última rodada. No ranking de torcedores no estádio, o Vitória leva ao Barradão cerca de 18.759 aficionados e por jogo são 4.690 presentes

 

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória. Siga meu perfil no twitter (@cezarr__)

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

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