Plano de Jogo – Palmeiras com a cara de Eduardo Baptista

Foto: Marcos Ribolli

O Plano de Jogo da semana analisará o clássico Palmeiras 3 x 0 São Paulo. Novamente o tema foi escolhido por votação no Twitter @HTE__Sports.

O duelo ficou marcado pela grande exibição do Palmeiras, que jogava em casa. Mas também teve destaque a fragilidade do esquema defensivo tricolor.

 

A ANÁLISE 

Escalações iniciais de Palmeiras x São Paulo.

 

Fase defensiva – São Paulo

O 4-1-4-1, não tão organizado, em ação defensiva da equipe do São Paulo.

O São Paulo atacava num 4-1-2-3 e defendia no 4-1-4-1 com os pontas Thiago Mendes (segundo tempo Wellington Nem) e Luiz Araújo. Porém, a fase defensiva do tricolor apresentou algumas falhas e espaços. Fabiano, pelo lado do Luiz Araújo, teve muita liberdade na primeira etapa.

Fase defensiva – Palmeiras

O famoso 4-1-4-1 que Eduardo Baptista busca implantar.

O Palmeiras se destacou na partida por sua marcação. Defendia num 4-1-4-1 muito bem postado, em que o São Paulo não conseguia passar da primeira linha de 4 e os alviverdes sempre dando combate no homem da bola.

 

Palmeiras marcando em cima

Sem muita opção, Dênis se vê obrigado a quebrar a bola.

O São Paulo até tentou trabalhar a bola, mas a marcação alta do Palmeiras foi uma “pedra no sapato” dos tricolores. A equipe do Rogério Ceni, utiliza muito a bola no chão e exige que o goleiro dê sequência às jogadas, porém, Dênis precisou rifar a bola em várias oportunidades (como mostra a imagem). A zaga, principalmente o Douglas, errou muitos passes no campo defensivo, gerando o contra-ataque.

 

Palmeiras buscando o contragolpe

O Palmeiras ao longo do jogo, pôde contra-atacar diversas vezes e nem sempre encaixou bem a jogada. A equipe do São Paulo errava muitos passes e assim os donos da casa saíam com: Dudu, Tchê Tchê, Guerra, Michel Bastos e Willian todos com uma velocidade considerável. O Tchê Tchê desperdiçou pelo menos 3 contra-ataques importantes (como na imagem acima).

 

São Paulo impaciente

Com muita dificuldade pra criar, o São Paulo começou a ficar impaciente e insistiu nos lançamentos, sem sucesso. Na imagem acima, Cícero tenta lançamento para Pratto e desperdiça a posse da bola. No lance abaixo, João Schmidt também arrisca a jogada e falha.

 

Golaço do Dudu: méritos dele e da marcação


O golaço do Dudu surgiu num lance que foi recorrente em toda a primeira etapa. O Palmeiras sobe a marcação e rouba a bola no campo de ataque, o resto nem precisamos contar.

 


O São Paulo erra na saída de bola com Douglas, que passa a bola para Buffarini “na fogueira”. O argentino não dominou bem a bola, é verdade, porém não tinha opção de passe e nem muito tempo pra pensar, a marcação subiu muito rápido.

 

Herança do Cuca

A jogada forte no lateral acompanha o técnico Cuca desde o Atlético-MG, onde Marcos Rocha se destacou nesse tipo de lance. O Palmeiras 2016 também foi forte nesse quesito e Eduardo Baptista em 2017, não abriu mão disso. Com Willian na referência, a equipe não tem muita estatura, por isso Mina vai pra área tentando o desvio.

São Paulo dando espaço 

Os 4 toques de Tchê Tchê para marcar o gol.

O segundo gol do Palmeiras ilustra bem o espaço que o São Paulo deu na marcação no jogo inteiro. Tchê Tchê recebeu a bola próximo a área e precisou de 4 toques, o que é muito para a região onde ele estava, para fazer ampliar o placar.

O terceiro gol do Palmeiras surgiu num contra-ataque em que a bola foi enfiada para Borja nas costas da zaga (a segunda no jogo). Porém este lance, foi mais falha individual do que alguma análise tática.

 

Taticamente o tão famoso choque-rei foi assim. Palmeiras com a cara de seu treinador, marcou em cima e aproveitou as falhas do São Paulo, que não se encontrou na partida.

Esta foi a terceira análise do quadro Plano de Jogo e se gostaram aqui está meu twitter @Linekher. Sinta-se à vontade para discutir e debater sobre o futebol por lá.

 

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Linekher de Andrade

16 anos. Jogador de futebol do Anápolis FC, sub17. Goiano com orgulho. E nome inspirado no artilheiro da Copa de 1986, o inglês Gary Lineker.

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