RECANTO DA COLINA #5 – O Vasco agoniza em mãos ruins

Jogo difícil e dramático. Sabíamos que seria assim. Nunca foi fácil jogar na Bahia contra o Vitória, mas chegamos perto. Luís Fabiano conseguiu boas finalizações e o Vasco teve um bom volume de jogo contra o time baiano, mas somente no primeiro tempo. O Leão teve uma marcação mais eficiente, explorou o regulamento atuando nos contra-ataques e chegaram ao gol logo no início do segundo tempo. Acabou com o Gigante da Colina. Nervosismo bateu e o excelentíssimo senhor Cristovão Borges, ativou o modo ‘Seja o que Deus quiser’, que não deu certo.

A escalação inicial já assustou. Escudero de titular? Por que? O que o nosso ex-treinador viu nas atuações do nosso presente de natal para garantir-lhe a titularidade num jogo tão difícil e decisivo como esse? Com Henrique e Escudero, nosso excelente ex-técnico matou o lado esquerdo do Vasco. Guilherme Costa, em campo, não parou num canto. Corria tanto que acabava deixando Gilberto sozinho na direita. E por falar no nosso lateral-direito, ele não atua bem desde seu primeiro jogo, contra o Santos do Amapá, mas é mantido como titular… Que saudades do Madson! Nenê até tentou encostar, mas é impossível estar em vários lugares ao mesmo tempo uma vez que seu futebol é requisitado em todas as partes do campo. Jogando em dupla, Gilberto não rende. Sozinho então… Desastre total. O que seria isso? Falta de um treinamento de qualidade!

Há tempos que a raça de Rodrigo se foi. Não é mais o mesmo jogador da época de Fred no Fluminense. Parece ter desaprendido a marcar e não ter mais vontade de jogar futebol. Um morto em campo. Desiste das jogadas, não se esforça para pegar a bola… Serve apenas para bloquear jogadas e dar chutão. É inacreditável que um jogador totalmente sem sangue como ele, seja capitão do Club de Regatas Vasco da Gama. Nos falta um treinador com pulso para abaixar a bola desse zagueiro, que se comporta como se tudo estivesse bem, às mil maravilhas. Não parece jogador participante de zaga rebaixada por duas vezes. Acabamos com Jomar e Rafael Marques na defesa. Aterrorizante! Me lembrou época de Cris, Renato Silva, Rômulo…

Foram apenas 3 meses de trabalho. Desastroso! Eliminados no Cariocão e vamos passar o resto do ano somente assistindo à Copa do Brasil, pois fomos eliminados também. Nosso ex-treinador parece não ser capaz de treinar um clube como o Vasco. Ainda não entendo o por que de Cristovão não ter pedido demissão antes, visto que não é capaz de comandar o elenco do Vasco da Gama. E Eurico, que esperou o desastre anunciado acontecer para tomar alguma providência. Incompetente! Não havia clima para Cristovão em São Januário. Tinha perdido 95% da torcida e, após essa eliminação frustrante do time cotado para ir para as cabeças por seu próprio presidente, perdeu por completo a torcida vascaína.

Estava com medo de, após essa inesperada eliminação, Eurico voltar a bancar Cristovão em São Januário, pois já ficou mais do que provado que a nossa presidência não se importa com as opiniões da torcida vascaína. Tampouco quer ouví-las. Pelo jeito que a situação era tratada, Cristovão seria bancado por nosso presidente até, quem sabe, a virada de turno do Brasileirão, quando o time estivesse na zona de rebaixamento para a Série B, com 9 pontos atrás do décimo sexto colocado. Só não me venham com Ney Franco ou Rogério Micale. O Vasco precisa de um técnico capaz de colocar esses trintões na linha e auxiliar bem os mais jovens. Um nome decente seria de Vanderlei Luxemburgo. Com ele, Rodrigo, por exemplo, teria apenas duas alternativas: voltar a jogar futebol ou dar adeus à São Januário.

O respeito voltou. Ponto. Voltou para o Carioca de 2015, apenas. A partir daí, só desastre. Um clube que agoniza. O que estão fazendo com essa instituição centenária é detestável e triste. O Vasco não merece isso! Há apenas duas soluções para o fim do nosso sofrimento: em novembro, nas urnas de São Januário, ou na segunda divisão em 2018. Vamos ver o trabalho que o nosso novo treinador irá desenvolver. Esperamos ansiosos pelos próximos dias, que serão decisivos para o futuro do Gigante da Colina no Brasileirão, único campeonato que sobrou para disputar.

 

GIGANTE desde 1898! #PopularSemSerPopulista

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– Saudações Vascaínas!

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