Tóquio 2020 dá mais uma lição da reconstrução japonesa

A região japonesa onde fica Fukushima, local do segundo maior acidente nuclear da história, acolherá competições de basebol e softbol dos Jogos Olímpicos de 2020, disse esta sexta-feira a organização. O COI (Comitê Olímpico Internacional) visa com esta decisão ajudar a recuperar a região de Tohoku, no noroeste do Japão, atingida em 2011 por um sismo seguido de tsunami que provocou um acidente na central nuclear de Fukushima.

O sismo de nove graus na escala de Richter e o tsunami que se seguiu, a 11 de março de 2011, arrasou a costa do noroeste do Japão e causou mais de 18 mil mortos e desaparecidos. Foi o segundo pior acidente nuclear, atrás apenas de Chernobil (em 1986, na Ucrânia). Parte do território, ainda hoje, continua isolado, por causa da radioatividade.

O estádio Fukushima Azuma será renovado até 2020 para acolher aquelas competições dos jogos de Tóquio em 2020, na reeparição do beisebol e do sofbol, fora dos Jogos Olímpicos desde Pequim-2008. O COI aprovou também a realização das rodadas preliminares da competição de futebol em Miyagi, outro dos locais afetados pelo sismo de 2011. Além disso, o Governo do Japão propôs que a tocha olímpica passe pelas zonas afetadas pelo terramoto e pelo tsunami.

Será a segunda vez na história dos Jogos Olímpicos que Tóquio mostrará ao mundo como os japoneses sabem se reconstruir diante de grandes tragédias. Em 1964, outra oportunidade em que a capital japonesa foi sede dos jogos, a terra do sol nascente deu um show de tecnologia e inovação num país que 21 anos antes havia sido arrasado pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, durante a segunda guerra mundial. Não há como duvidar da capacidade dos japoneses de que irão novamente fazer um grande evento em 2020.

 

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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