ACADEMIA ALVIVERDE #27 – Na minha casa mando eu

Texto: Bianca Ramos

Noite bonita, Allianz Parque lotado e um jogo para matar qualquer palmeirense do coração (e os rivais de raiva, rs). O primeiro tempo do Palmeiras não foi bom, muitos erros de passe e um nervosismo que acabou impedindo o Palmeiras de atacar a equipe bem postada do Penãrol.

O primeiro gol dos uruguaios saiu do que acredito que seja o principal problema do Palmeiras: a bola parada. Numa cabeçada certeira e potente, Fabiano, que mais tarde viria ser o herói da partida, não acompanhou o jogador Ramón Arias, que subiu sozinho para abrir o placar e deixar os mais de 38 mil torcedores no Allianz Parque preocupados com o decorrer do jogo.

No intervalo, jurei de pé junto que aquilo não estava acontecendo e pedi aos deuses do futebol para que a situação melhorasse… E melhorou! O Palmeiras voltou com muita garra e determinação, a torcida eufórica ia junto com o time e aos 5 minutos do segundo tempo, já tínhamos virado o placar. Willian e Dudu foram os autores dos dois gols que fizeram a torcida explodir de alegria.

Dudu foi derrubado na área e a oportunidade de aumentar a vantagem estava na marca da cal, mas parece que o Palmeiras gosta muito de emoção, então Borja mandou a cobrança lá para a Colômbia e deixou o jogo ainda mais quente.

Como já dito neste texto, o Palmeiras PRECISA trabalhar a defesa nas bolas paradas, pois o gol de empate do Peñarol veio novamente do alto, mas agora com Gastón Rodriguez. Faltando 10 minutos para acabar a partida, o Palmeiras tinha duas tarefas que pareciam impossíveis: segurar os uruguaios e tentar marcar o gol da virada.

Mas, Libertadores é isso! Jogo pegado, os estrangeiros fazendo cera e quem tem psicológico forte, sobrevive. Tivemos 60% de bola PARADA durante a partida e o técnico do Peñarol fazendo de tudo para ganhar cada vez mais tempo, desde passar a numeração errada de um jogador a ser substituído até forçar a própria expulsão. Dudu acabou reclamando e o árbitro, como bom sem vergonha que é, deu dois amarelos seguidos e expulsou nosso camisa 7, tirando-o do jogo da volta no Uruguai.

O Palmeiras conseguiu virar aos 54 minutos, quando numa cobrança de escanteio, Fabiano cabeceou e incendiou as arquibancadas. Se redimiu pela falha no primeiro gol e saiu como herói!

Quem não viu o jogo ficou abismado com a quantidade de minutos dados de acréscimo e pelo fato de já ter dado os 8 minutos extras quando o time virou o jogo, mas os rivais podem aumentar a potência do secador, porque não funcionou.

Emoções à parte, esperamos que a CONMEBOL reveja a atitude dos uruguaios quanto às ofensas racistas proferidas a alguns jogadores, como Felipe Melo e Tchê Tchê e que as devidas providências sejam tomadas quanto à postura do árbitro na expulsão de Dudu.

LIBERTADORES É ISSO! É RAÇA, É ALMA E CORAÇÃO! É OBSESSÃO! AVANTI, PALMEIRAS!

%d blogueiros gostam disto: