ACADEMIA ALVIVERDE #28 – Penarol 2 x 3 Palmeiras

Texto: Helena Victoretti

E vocês achando que a cota de emoção tinha se esgotado no jogo de ida no Allianz Parque com a virada nos acréscimos, hein?!

26 de Abril de 2017. A última noite de quarta-feira ficará eternamente marcada da memória de cada torcedor palmeirense, de cada membro do clube presente no Uruguai e principalmente na história da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Um Palmeiras totalmente apático e desorganizado no primeiro tempo. Três zagueiros, uma defesa congestionada e um esquema duvidoso que tomou dois gols em 45 minutos, o palmeirense já torcia o nariz e cravava a saída de Eduardo Baptista.

Começa o segundo tempo, Tchê Tchê no lugar do Egídio e Willian no Vitor Hugo, e foi aí que tudo mudou, desde o esquema tático até o ritmo de jogo. Com três minutos, Bigode abriu o placar e foi o gol necessário para incendiar o time. Guedes perdeu um gol IMPERDIVEL, mas a gente ainda acreditava a gente sempre acredita. Eis que veio Mina e empatou o jogo e aos 27’ Willian (de novo ele) marcou o terceiro, e mais uma vez: O PALMEIRAS É O TIME DA VIRADA.

Até o apito final? Que nada. Após o termino do jogo uma confusão generalizada começa em campo, Felipe Melo que no jogo passado foi vítima de racismo, ontem era o principal alvo dos atletas do Peñarol, mas não deixou barato, acertou um soco na cara de uruguaio, a torcida e a internet vieram à loucura.

A briga chegou até a Arquibancada e os torcedores do Peñarol tentaram invadir o setor da torcida visitante, a MANCHA impediu que uma tragédia acontecesse nas arquibancadas, mas as coisas não pararam por aí.

Fecharam as portas dos vestiários e impediram que o time brasileiro saísse, armaram uma tocaia dentro e fora de campo, os seguranças do Palmeiras não deixaram o pior acontecer. Do céu ao inferno, a bipolaridade reinou. E Eduardo Baptista que no primeiro tempo era vilão, se consagrou um herói após A ENTREVISTA. Uma noite de heróis, uma noite de guerreiros, uma noite de raça.

Por último, mas não menos importante, quero deixar um recado talvez um pouco clubista, mas sincero e de coração. Não é a mídia que vai nos calar, não é uruguaio racista e ignorante que vai nos parar, não é o rival que vai nos amedrontar. Que a noite passada tenha servido de exemplo para todos, sem exceção. Para o elenco que supostamente estava “rachado”, para o Eduardo Baptista que aparentemente acordou e teve uma postura que todos esperávamos, para o torcedor palmeirense que estava desacreditado. De uma vez por todas, precisamos nos unir. Ontem foi a maior prova de que juntos somos mais fortes. Membros do clube, jogadores e torcida em um só ritmo e sintonia para defender o Palmeiras. E essa é essência e a razão desde os primórdios do Palestra Itália. Com o Palmeiras e pelo Palmeiras, dentro ou fora de campo. Na bola ou na porrada, somos um só.

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