HOSPÍCIO #100 – Time equilibrado. Individual, nem tanto

O Corinthians é um time equilibrado, com uma defesa quase perfeita, segura, figurando na segunda posição dentre as que menos tomaram gols comparado aos times da Série A. Mesmo não sendo perfeito, o ataque também é bom, e não precisa fazer mais do que 1 ou 2 tentos de média para conquistar os 3 pontos. Mesmo o coletivo estando em boa fase, no individual, ainda há o que mudar. Jogadores que não engrenam, que não conseguem demonstrar um bom futebol ou são contestados pela Fiel.

Apesar da titularidade, Romero não é jogador para o Corinthians. Pouca técnica, muita raça e vontade. Assim pode ser caracterizado o paraguaio, hoje, ainda artilheiro da Arena Corinthians. A paciência com o jogador já era escassa; Romero nunca foi uma unanimidade. Agora, com o baixo rendimento e número de gols na temporada e a comissão apostando em jogadores de qualidade provenientes da base, a serenidade do torcedor com o jogador parece ter ido embora de vez. As figurinhas carimbadas quando se trata de tiriça são Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Guilherme: nenhum deles convenceu o torcedor corinthiano, desde que botaram os pés no CT Joaquim Grava. Com Giovanni Augusto, em especial, a pegação de pé será maior após o meia, mesmo sem tantas oportunidades, recusar ir para o Internacional na troca por Valdivia (que poderia ser titular no Timão). Guilherme, por sua vez, não está inscrito na Sul-Americana, e sai, por vezes, da inscrição no Paulistão. Assim como Giovanni, Marquinhos volta de lesão, e deve, ao longo do ano, ter mais chances de aparecer. Independentemente de ser decisivo e ter, em determinados e isolados, jogos certo brilhantismo, Rodriguinho também passa longe de ser uma conformidade entre a torcida. Faz boas jogadas, gols, mas não é um craque. Às vezes, parece lhe faltar vontade, o que é proibido para um jogador do Corinthians.

Profissionais que subiram da base como Léo Jabá, Pedrinho e outros que não tiveram chances ainda, como Mantuan e Rodrigo Figueiredo, chegam forte para disputa da titularidade ou da reserva imediata. Também, jogadores que já eram profissionais e estavam no Corinthians, como Camacho, querem tomar a posição de titular. Para o Corinthians, o melhor seria, em relação aos jogadores citados, negociá-los, como moeda de troca ou de forma definitiva, para que outros ocupem o lugar e deem o melhor com o manto corinthiano.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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