Torcida única é a solução?

Foto: Robson Mendes

 

Nesses últimos dias tanto a imprensa, quanto aos torcedores baianos conviveram com a possibilidade real de termos a adoção de torcida única nos próximos clássicos pela Copa do Nordeste e Campeonato Baiano. Sinceramente, se isso vier a ocorrer será um balde de água fria na expectativa de nós que trabalhamos com o futebol e de quem compra o ingresso para apoiar seu time, de fato é um tamanho retrocesso. Se pararmos para pensar um pouco, é válido deixar aquele torcedor do bem que tem o intuito de ir ao estádio, ver seus amigos, tomar aquela gelada e voltar pra casa feliz, enquanto aqueles detentores do comportamento vil à solta para causar brigas e desordem?

Outro ponto, os clubes caso mandantes do espetáculo eles são responsáveis pela segurança dentro do estádio, seja no Barradão ou Fonte Nova. Em possibilidade de crime nos arredores ou bairros da capital baiana, as autoridades devem coibir esse tipo de comportamento e punir os responsáveis, dessa forma deve-se isentar tanto Bahia quanto Vitória dessas incumbências, se for assim, adianta ter o Carnaval na Bahia? Estamos caminhando para o fim do futebol, e é duro ter de assumir essa sentença. Estão tirando a alegria e a vontade de ir em um clássico, de ir junto com seu amigo que torce pro time rival, mesmo este adentrando em local separado. É um tapa na cara da sociedade que no último dia 9 de abril comemorou a tão saudosa torcida mista.

Você com uma mente esclarecida pense aí. Em uma final de campeonato, o time é campeão e não ter sua torcida presente no estádio para vibrar por tal conquista, dando a volta olímpica com o estádio vazio, é simplesmente o cúmulo da bizarrice. O que estamos vendo é o MP e CBF privando o cidadão de bem, do seu maior direito que é torcer.  Não somente isso, tais autoridades supracitadas, essa medida aponta para incompetência da segurança pública em nosso estado e demonstra uma inclinação para efetuar determinações que lhe sejam confortáveis ao invés de prender os verdadeiros criminosos que mancham nosso futebol.

Ainda desejo acordar e ver que isso tudo não passa de um pesadelo. É um gol contra para o torcedor baiano e há um luto profundo em nossas arquibancadas. Efetivamente, o 7 a 1 foi muito pouco!

Curtas: 

– A criminalidade assola nosso país e é um fato. Independentemente de jogo de futebol, show de cantores renomados, sempre ligamos nossa TV e percebemos que o noticiário é o mesmo. Será mesmo que a torcida única vai extinguir de fato as brigas e mortes relacionadas ao futebol, mesmo nos bairros e arredores do estádio?

– No último Ba-Vi realizado na Fonte Nova no qual o Vitoria saiu vencedor por 2 a 1, não houve sequer um registro de brigas na torcida mista, onde haviam muitas famílias reunidas que vibraram a cada lance e gols dos seus times. E agora MP e CBF, o que me diz?

– A única briga que aconteceu na Fonte Nova que me recordo foi na partida entre Bahia 2 a 2 Criciúma, pela Série A de 2013 entre membros de torcidas organizadas de MESMO CLUBE.


Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as quartas-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória. Siga meu perfil no twitter (@cezarr__)

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

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