Venceu a tranquilidade e objetividade

Aconteceu o primeiro Ba-Vi de 2017, ou melhor, foi o começo de uma maratona de clássicos que estão por vir nesse ano de 2017. Comentei no texto anterior que este confronto no qual foi vencido pelo Vitória por 2 a 1, seria uma espécie de estudos para as ambas equipes, até porque tanto Guto quanto Argel debutavam no assunto referente ao maior clássico do norte-nordeste. E venceu a tranquilidade e a objetividade. O técnico rubro-negro não precisou de muito trabalho para entender as fragilidades do rival tricolor. Aproveitando o nervosismo do seu oponente e também a desorganização tática, Argel simplesmente moveu apenas uma peça do esquema para derrotar o Bahia em seus domínios.

Reposicionou André Lima para “grudar” em Tiago e abrir espaço para que Geferson e Cleiton Xavier , autor do primeiro gol, caísse nas costas do lateral Eduardo, que possui uma grande dificuldade em marcar os atacantes. Dali surgiu a troca de passes e na bobeira da zaga tricolor, o camisa 11 só teve o trabalho de empurrar a bola pro fundo das redes. Com a vantagem no placar, o Vitoria administrava o comando das ações e a todo momento procurava dilatar essa superioridade. E ela veio na cobrança de escanteio feita por Gabriel Xavier que encontrou Kanu, livre de marcação para pôr o Leão a frente mais uma vez no marcador.

E o futebol é emocionante por conta das suas nuances. Com um jogador a menos após a expulsão de Tiago, o Bahia foi um pouco melhor que o Vitória no segundo tempo. Obviamente que faltou caprichar nas finalizações, ter opções no elenco que pudessem ajudar ou Guto Ferreira ter a humildade de entender a ineficiência de Hernane, pois no quesito de balançar as redes, o “Brocador” está devendo e muito. Porém o Esquadrão colocou a bola no chão e resolveu jogar, bem diferente de quando iniciou o Ba-Vi, no qual apenas se preocupou em reclamar da arbitragem e cair nas provocações do Vitoria. O ataque segue tão inoperante que o gol tricolor foi assinalado por Alan Costa. Olha a fase não tá boa mesmo.

Ficou a lição para os clássicos das semi-finais da Copa do Nordeste. Para o Bahia, é preciso ter foco apenas no jogo, esquecer as interferências externas. Não serei injusto,porque de fato com a ausência de Edson , o esquema tático ficou bastante prejudicado. Já o Vitória, percebe as falhas nas duas laterais tricolores, ter mais objetividade e evitar os desperdícios de gols, a exemplo de Paulinho e David. Agora é mudar a chave e concentrar-se no término do Campeonato Baiano. Que dia 27 chegue logo!

 

Curtas :

– Torcida única não vai resolver os problemas de insegurança no futebol, tão pouco o fim das torcidas organizadas. O que aconteceu com o garoto Carlos Henrique e também nos bairros de Salvador, é de responsabilidade da segurança pública para coibir a atitude desses criminosos que tem apenas o objetivo da briga e do tumulto.

– Um show de convivência: É preciso aplaudir de pé a geniosa ideia da torcida mista. Tanto tricolores e rubro-negros vibraram juntos com seu time a cada lance e gol marcado. Esporte é vida e não a violência.

 

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as quartas-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória. Siga meu perfil no twitter (@cezarr__)

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

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