Diário de um treinador #8 – Uma análise após quatro rodadas

Por: Matheus Andrade – Estudante de História e atleta do Celtic FC – Belo Campo.

Olá, leitores da série, tudo bem? Esta será minha primeira colaboração, e aproveito para convidar mais jogadores do time a fazer o mesmo. Tratarei pouco propriamente do jogo de hoje. É preciso deixar claro que somos um time de doze jogadores, e que estamos utilizando em média sete jogadores apenas por partida, levando em conta que muitos trabalham e também estudam nos dias dos jogos. Talvez não tenhamos mesmo condições materiais de participar desta competição, mas o fato é que estamos participando; e de maneira alguma estamos deixando de dar o nosso melhor em todos os jogos. De fato somos limitados.

Sentimos sempre a ausência do toque refinado, da técnica sempre invejável e da excelente recomposição tática de Rubens, que não jogou em nenhuma oportunidade (mas na próxima fará sua estréia); das jogadas individuais de Tarcísio, que jogou apenas em duas partidas, dos seus chutes fantásticos, sempre certeiros e potentíssimos; da coletividade de Athila e da sua marcação, mesmo sendo pivô, e excelente movimentação para passe (jogou apenas em uma partida); do goleiro Victor, que jogou em apenas duas partidas, e que também é importantíssimo na formação de nossa coletividade, que sempre foi a marca do time.

Acabamos de fazer nosso jogo de número 4. A partir da segunda rodada, conseguimos muita criação de jogada, embora na segunda rodada tenhamos sido dependente de Tarcísio. Depois desta rodada, sem Tarcísio, mostramos que também somos capazes de criar situações claras e marcamos uma média de 3,5 gols por partida.

Neste quesito, deixo minha discordância de quem considera que a culpa de perdermos as partidas foi a ausência de Tarcísio. Porque está claro que estamos marcando uma quantidade de gols mais que suficiente para ganhar e ganhar bem os jogos. Ou seja, nosso maior problema é a defesa. É óbvio para qualquer um que analisar os jogos com frieza perceberá que o problema não é a dependência ofensiva de um jogador apenas, já que de qualquer forma marcamos, repetindo, uma média de 3,5 gols. O problema é a parte defensiva!

Nossa maior característica era o uso da marcação meia quadra e uma compactação muito eficiente; compactação esta que não estamos conseguindo repetir nos jogos do campeonato, talvez pelo elevado número de desfalques, e também, claro, pela ineficiência dos quartetos que entram em quadra.

Está claro que o problema não é a ausência de um só jogador. O problema é sempre o quarteto. O conjunto atua bem ofensivamente, mas deixou aquela coletividade defensiva para o passado. Só atuaremos melhor quando estivermos mais completos, com mais jogadores, e também quando recuperarmos a garra coletiva que tivemos, porque se o Celtic já encantou em quadra foi sempre pelo jogo compacto, tático e coletivo. Podemos não recuperar isto ainda nessa competição porque as obrigações da vida dos atletas impedem que todos joguem as partidas, mas decerto que recuperaremos algum dia. Seguimos firme e nos divertindo, mesmo com as tristes derrotas que estamos sofrendo.

Na 5ª rodada, enfrentaremos a equipe da Trivela Fitness. A partida será na próxima quinta, ás 19:30 da noite. Acreditem ou não, mas o grupo ainda está indefinido, então, temos que torcer por tropeços dos adversários do nosso grupo para ainda sonhar com a classificação.

Até a próxima!

Rafik Oliveira

Sou inovador em tudo que faço, almejando conhecimento e sucesso em minha carreira.

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