ESPECIAL CHAMPIONS LEAGUE – Zidane x Allegri

Dando sequência à série especial sobre a final da Liga dos Campeões, analisaremos a “fórmula mágica” que Massimiliano Allegri e Zinedine Zidane usaram para levar Juventus e Real Madrid à Cardiff.

CAMPANHAS

Antes de ir a fundo no segredo dos treinadores. Vamos falar sobre as campanhas, ou melhor, o caminho até Cardiff.

A Juventus chega a grande final de forma invicta na competição, passando por Porto, Barcelona e Monaco. No mata-mata enfrentou todos os tipos de adversários possíveis. O Porto com sua sólida defesa, o Barcelona com seu time cheio de craques e o Monaco que era a sensação como o melhor ataque da Europa.

Já o Real Madrid teve uma campanha com mais pedras pelo caminho, como a primeira fase difícil que se classificou em segundo no grupo. Enfrentou o Napoli que vinha em ótima fase, o Bayern de Munique que dispensa comentários e o clássico com o Atlético de Madrid.

PERFIL DOS TREINADORES

Voltando o foco ao tema do nosso episódio na série, vamos ao que interessa, o duelo à beira do campo.

Massimiliano Allegri conseguiu montar uma Juventus bem versátil, que utiliza dois ou até três esquemas durante uma única partida. O time geralmente inicia no 4-2-3-1 com Higuain centralizado no ataque, Dybala flutuante por trás e Mandzukic na ponta esquerda. Porém, também varia para um 3-4-1-2, que foi bastante utilizado contra o Mônaco e deu muito certo. Daniel Alves e Alex Sandro passam a fazer o papel de ala, Dybala participa mais da armação e Mandzukic começa a frequentar mais a área. Foi assim que o brasileiro Dani Alves se destacou nas semifinais.

Já o Real Madrid de Zidane, tem menos variações em comparação a seu adversário. O técnico francês sofreu a temporada inteira com o desfalque de Gareth Bale e demorou para encontrar o substituto ideal, até que achou em Isco a peça que faltava em seu time. O time espanhol costuma atacar num 4-3-3 clássico, com Isco aberto e Benzema alternando com Cristiano Ronaldo na ponta, porém o CR7 vem se tornando cada vez mais um 9 de referência. Na fase defensiva, os merengues utilizam do 4-4-2 para encaixar melhor a marcação e poupando um pouco os dois atacantes.

PEÇAS-CHAVE

Cada time e treinador têm suas peças-chave, ou seja, aquele jogador que é primordial para fazer com que a equipe entre em sintonia. Nos gigantes, italiano ou espanhol, isso não é diferente.

Na Juventus, Allegri achou em Mandzukic o que precisava para conseguir um ataque forte, sem perder a força na marcação. Com Higuain, Mandzukic e Dybala, é difícil deixar alguém de fora, insistiu até que encontrou. O croata, foi deslocado para a ponta-esquerda e assim deixou a área mais livre. O papel dele na fase defensiva é de suma importância, recompondo, muitas vezes, até o escanteio de sua própria defesa.

Zidane chegou ao Real Madrid precisando fazer com que seu time, cheio de craques, funcionasse. Foi aí, que surgiu o brasileiro Casemiro, dando toda a solidez à defesa e ainda liberando mais Kroos e Modric. O técnico perdeu Bale por grande parte dos campeonatos, mas não fez a mesma falta que o ex-São Paulo, que ficou de fora em um determinado momento da temporada.

AS ESTRELAS

Como são duas equipes poderosíssimas, é óbvio que se espera grandes craques nelas. A Juventus conta com o argentino Dybala, enquanto o Real Madrid depende do atual melhor do mundo, Cristiano Ronaldo.

Dybala para a Juventus acaba não sendo uma grande dependência, porém ele decide em momentos importantes. O técnico Allegri, deslocou o argentino da linha de ataque para jogar um pouco mais recuado, quase que como um armador na sua mais pura essência e como um craque que ele é, desempenhou bem na função.

Já o Cristiano Ronaldo, dispensa qualquer tipo de comentário. O “gajo” no auge dos seus 32 anos, atua cada vez mais dentro da área e foi lá que Zidane conseguiu que o português decidisse a seu favor.

CAMINHO DO GOL

O grande objetivo de Allegri e Zidane: a taça da Champions League (Foto: AP Photo/Emilio Morenatti)

O caminho para o gol das duas equipes, coincidentemente, é na mesma faixa do campo. O lado direito da Juventus e esquerdo do Real Madrid, é o caminho do gol. Mas não por demérito de um time ou outro, e sim por méritos próprios.

A Juventus conta com o lateral Daniel Alves em grande fase e foi dos pés dele que garantiu a classificação para a final. O brasileiro tem uma incrível capacidade nos cruzamentos e tem sempre na área Higuain e Mandzukic para completarem os passes pro fundo da rede.

Já pelo lado do Real Madrid, como foi dito, ocupa a mesma faixa do campo. O duelo Marcelo x Daniel Alves promete grandes emoções. O lateral-esquerdo é um grande craque que joga pelo lado, tem a capacidade do improviso e também consegue servir bem os companheiros.

Linekher de Andrade

16 anos. Jogador de futebol do Anápolis FC, sub17. Goiano com orgulho. E nome inspirado no artilheiro da Copa de 1986, o inglês Gary Lineker.

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