Existe futuro para Gabriel na Europa?

Expectativa, essa é a palavra com qual Gabriel mais sofreu em seu primeiro ano na Internazionale. Chegou como reforço badalado, caro, com status de craque que chegaria para resolver. Termina a temporada como decepção, com poucas chances de jogar, apenas 1 gol marcado e com futuro indefinido.

Gabriel Barbosa, ou simplesmente GabiGol, saiu do Santos como destaque da equipe com somente 20 anos de idade pela bagatela de 27 milhões de Euros (em torno de R$ 97,5 milhões), sendo assim a 4º transferência mais cara envolvendo atletas brasileiros até aquele período, apenas Neymar, Gabriel Jesus e Lucas saíram por um valor maior. Demorou a estrear, tendo sua estreia apenas em um amistoso, onde chegou a marcar um dos gols, em jogos oficiais demorou ainda mais. O momento tão esperado chegou apenas em setembro, GabiGol entrou aos 74 minutos na partida contra o Bologna, chegava o instante onde todos esperavam que o jovem conseguisse sequência, nada disso. Voltaria a atuar apenas em dezembro, contra o Sassuolo, entrando no último minuto, ainda recebeu cartão amarelo na partida.

Gabriel teria sua partida com mais minutos contra o Bologna, pela Coppa Itália, agora estreando como titular e sendo substituído aos 74 minutos. O primeiro gol chegaria duas partidas depois, contra o Bologna, no returno do campeonato, onde entrou no final da partida e marcou o gol da vitória, sendo também o seu único tento pelo clube. Após o gol, GabiGol ao invés de conseguir a tão desejada sequência, caiu no ostracismo, ficando 6 jogos sem atuar e ganhando o apelido de GabiGhost da torcida da Inter.

Cena pouco comum na temporada

O brasileiro chegaria ao momento mais negativo no último final de semana (21) onde após ser preterido pelo jovem Andrea Pinamonti, 18 anos, deixou o banco de reservas sem dar explicação para ninguém e deixou o seu futuro no clube ainda mais complicado. O treinador interino Stefano Vecchi declarou: “Esse elenco não pode ter este tipo de jogador que se acha”, comentando em relação à atitude do jogador.

Três treinadores passaram pelo comando da Inter (Frank de Boer, Stefano Pioli e agora Vecchi), nenhum deles deu grandes oportunidades para Gabriel, talvez seja o momento de ele procurar novos ares. Dificilmente irá conseguir lugar em clube de ponta europeu, que é a grande meta do jovem, porém esse é o momento onde ele deveria pensar em sua carreira e aceitar uma oferta de um clube onde possa atuar mais tempo na Europa ou até buscar uma volta ao Brasil por um valor mais baixo. Na Inter, GabiGol não deve continuar.

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @oOutroLeo

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