O Nordeste é tricolor

Comemore torcedor tricolor, pois o nordeste pela terceira vez é do Bahia. Uma campanha incontestável e muito segura resultou na conquista do certame regional, diante de 40 mil apaixonados na Fonte Nova, nesta quarta-feira (24). Pois fim um incomodo jejum dessa competição, algo que só havia acontecido em 2002 contra o arquirrival Vitória e muito além desse acontecido, é a volta por cima de um jogador em especial. Trata-se do goleiro Jean, no qual foi marcado em uma falha na partida de ida das finais da Copa do Nordeste , da temporada 2015, onde no chute do meia Ricardinho, o arqueiro que na época tinha 19 anos errou ao tentar defender e a bola passou por debaixo de suas pernas e morrer no fundo do gol.

Dois anos se passaram e Jean mudou. Não só na idade, mas nas atitudes e revela estar bastante amadurecido para lidar com os elogios que são muitos, mas também com algumas críticas por alguns torcedores, o que é normal no mundo do futebol. Não tem como passar despercebido e temos de ressaltar o bom trabalho de Thiago Mehl, o preparador de goleiros do Bahia, onde com sua extensa bagagem pode passar á Jean e aos demais jogadores da posição, a necessidade de se posicionar bem, ter o tempo certo de interver no lance e o bom reflexo que todo bom arqueiro deve ter.

E para o time funcionar, as coisas começam bem lá atrás. Porém não foi um setor apenas que se destacou, e sim todo esquema tático montado por Guto Ferreira. Após ter perdido Hernane por uma séria lesão, o Bahia adotou uma nova forma de jogar, colocando Edigar Junio como um “falso 9” e Zé Rafael com Allione formando aquele triangulo que converge em um único ponto : o gol. Basta observar a campanha do tricolor na competição, marcou 23 gols sendo o melhor ataque e sofreu apenas cinco gols em 12 jogos, ao lado da equipe do  Santa Cruz como a melhor defesa, é fruto de um trabalho sólido que mesmo com inúmeras dificuldades soube focar no resultado.

O que falar da torcida ontem?. Foi fundamental em tudo, desde a recepção do ônibus que trazia o elenco junto com a comissão técnica, soltando fogos, sinalizadores , fumaça com a cores do Bahia e dentro da Fonte Nova os torcedores com as luzes do celular promoviam um espetáculo a parte e entenderam que era necessário o apoio incondicional, já que a partida era muito perigosa.

                                             A torcida do Bahia lotou a Fonte Nova e fez uma belíssima festa na arquibancadas.

Mesmo com a vantagem de se partida terminasse em 0 a 0, o Bahia a todo momento foi soberano na partida, por outro lado o Sport apenas reagia, não saia pro jogo, tanto que Ney Franco colocou três zagueiros e explorava jogadas nas laterais com Mena e Raul Prata, o craque do time , Diego Souza não teve vida fácil e todo instante era acompanhado por Renê Jr ou Lucas Fonseca junto com Tiago, uma perseguição ao camisa 87 rubro-negro. Com os gritos da torcida, o tricolor foi conduzido a abrir o placar com Edigar Junio. No passe de Armero, o atacante do Bahia girou em cima de Durval e na saída do goleiro Magrão, deu uma cavadinha a lá Romário e fez explodir a Fonte Nova em alegria.

No segundo tempo, nada mudou e o tricolor imprimindo um bom ritmo no duelo. Através de Régis e Allione que o Bahia teve as melhores chances de resolver a partida, contudo do outro lado havia Magrão, salvando sua equipe. Já o Leão da Ilha apenas chutou em direção ao gol por duas vezes, e em uma delas Jean pode defender sem maiores sustos. Posteriormente o Sport foi pra cima e quase chegava o empate, já o Bahia insistia em perder gols causando aflição na sua torcida. Depois de tanta agonia, o árbitro Francisco Carlos do Nascimento encerrou o jogo e os tricolores puderam soltar o grito de campeão acompanhando do hino, a música mais apropriada no momento.

 

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

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