TÃO COMBATIDO, JAMAIS VENCIDO #4 – Perder para ganhar

“Eu, Luan Matos, 24 anos, mineiro, cruzeirense, odeio profundamente perder para o alt. mineiro. Jogai por nós, Cruzeiro.”

Esse é o meu mantra antes de qualquer ex-clássico e creio que seja o de muita gente que está lendo aqui também. Tenho esse sentimento muito mais pelos movimentos extracampo em favor do time de Vespasiano do que propriamente pelo jogo.

Nesse fim de semana, obviamente, queria que tivéssemos ganhado mais uma vez do Vespasiano, principalmente pelos acontecimentos antes do jogo e pela inercia da diretoria cruzeirense diante dos fatos. Diretoria essa que se preocupa mais em divulgar nota de repúdio do que realmente brigar por nossos direitos.

Mas por um momento vamos esquecer todas as ajudinhas extracampo, toda falácia do time penoso, todo o movimento da imprensa imparcial e, principalmente, toda inercia da nossa diretoria e vamos pensar somente no Cruzeiro.

Até a final do mineiro, ainda não tínhamos feito uma sequência de jogos na qual fomos amplamente superiores em todos setores. No jogo contra o Nacional chegamos a ficar atrás no placar durante boa parte do jogo e se não fosse a guerra do Ábila ali no setor ofensivo, provavelmente teríamos, no máximo, empatado. No Morumbi contra o São Paulo tivemos sim uma boa atuação defensiva e achamos ali dois gols em bola parada. No jogo da volta – No Mineirão – por pouco não perdemos a classificação. Já diante da Chapecoense passamos um sufoco jogando contra o time reserva deles e a desculpa foi: “Ahh, estamos pensando no segundo jogo da final”.

Nesse fim de semana não foi diferente, tivemos um falso domínio com alta posse de bola, dezenas de passes trocados, mas somente uma finalização no primeiro tempo. Estamos sem referência ofensiva, aquele cara que empurra todo mundo para dentro do gol (E sim, Mano, o cara que não tem obrigação de voltar até a defesa para marcar). A falta que Robinho faz no meio de campo é notória. Sem ele temos muitos menos ‘últimos passes’ e, consequentemente, muito menos gols. Fora isso temos também um lado direito inoperante, o que faz com que nossas jogadas sejam todas concentradas no Diogo Barbosa pela esquerda o que nos deixa totalmente previsíveis e enfraquecidos defensivamente – Afinal não há quem tenha fôlego para atacar e voltar para marcar com intensidade durante os 90 minutos.

Obviamente não é a catástrofe que a imprensa quer pintar, mas eu já estive à beira do submundo (Aquele que tem os jogos nas segundas e sextas-feiras e que apequena qualquer agremiação) e não quero nem mais flertar com essa realidade.

Uma vitória no domingo poderia ter “validado” como perfeito um trabalho que ainda precisa de ajustes. Um trabalho que ainda precisa ter a cara do Cruzeiro – Um time que ataca com agressividade e propõe o jogo. Não que eu seja contra termos um sistema defensivo sólido, sou contra a priorização do setor com uma consequente inoperância no ataque.

Então, meus amigos, nem tudo foi perda nesse domingo. A exemplo do Grêmio no ano anterior, prefiro perder um campeonato estadual, me ajustar e ser campeão de um título grande do que fazer como o Internacional, que há 6 anos vinha ganhando o estadual, mas no Brasileiro acabou rebaixado.

                Então, acima de tudo, jogai por nós, Cruzeiro!

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