Um nova forma de jogar e os erros nas finalizações

Bastou uma perda importante no elenco tricolor, para que Guto Ferreira enxergasse uma nova forma de jogar e surpreender seus oponentes. Com a ausência de Hernane, devido a uma lesão grave na tíbia durante o Ba-Vi que aconteceu no último dia 27 de abril no Barradão pela Copa do Nordeste, no  qual o Vitória venceu por  2 a 1, houve  uma mudança obrigatória no esquema tático. O Bahia precisava vencer seu arquirrival por um simples triunfo e desta forma conseguiria a vaga nas semifinais do certame regional. No decorrer da partida com gols de Allione e Régis, o objetivo foi alcançado junto com a força de 35 mil apaixonados na Fonte Nova.

Porém quero destacar a mudança obrigatória no comportamento do time. Sem Gustavo que foi expulso e Hernane por questões médicas, a escolha de ser o centroavante foi Edigar Junio. Mas vale ressaltar a importância da compactação do meio-campo e das laterais, vejamos porque disso. Para muito torcedor o volante Juninho é titular de forma incontestável, no entanto o camisa 5 que foi um dos pilares da campanha do acesso em 2016, não vive um grande momento nas últimas partidas, sendo assim Guto optou por Renê Junior e Edson, formando a dupla de volantes. E na criação?.Bem essa é a parte fundamental e é preciso ter atenção para descrever a relevância das atuações desses dois jogadores a serem citados.

Sabe aquela dupla perfeita que um complementa o outro? Aqui no Bahia tem Régis e Allione que casaram bem no esquema tático. Atualmente o futebol moderno e na maioria das grandes equipes, é perceptível a ausência do jogador de referência e os meias aparecem mais com a bola dominada. Mesmo aqueles times onde o ” 9 ” é escalado, este precisa se movimentar, ou seja, em tempos de outrora, era quase impossível abandonar esse tipo de função no futebol, como no engessado e tão ultrapassado 4-4-2 que se transformou no contemporâneo 4-1-4-1. Além do argentino, percebe-se a aparição do Zé Rafael como um elemento surpresa e ofensividade do lateral Eduardo, conforme no Ba-Vi desta quarta-feira (03) onde ele atuava quase como um antigo ponta-direita com tamanha liberdade para atacar.

Nem tudo são flores. Existe uma grave deficiência no time do Bahia e somente no treino pode ser corrigido : As finalizações. O tricolor desperdiçou inúmeras oportunidades de sair vencedor, ontem na Fonte Nova. Criava muitas jogadas, sabia envolver a frágil marcação rubro-negra, mas no ato de balançar as redes não soube ser eficiente. Como está sendo esses exercícios de finalizações? São bons ao ponto de fazer igual ou próximo da perfeição nos jogos?. Somente Guto Ferreira e sua comissão técnica para responder ao torcedor.

Para ser campeão estadual nesse próximo domingo com torcida única no Barradão, será preciso fazer gol e nem mesmo o empate servirá.Ao lado das finais contra o Sport na Copa do Nordeste, este é um grande desafio para Guto e seu elenco de provar que tem o dom da superação em situações adversas. Caso contrário o Fazendão se tornará em uma verdadeira panela de pressão.

Lucas Cezar

Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as terças-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória.

%d blogueiros gostam disto: