ESPECIAL CHAMPIONS LEAGUE – Uma decisão com finalistas recentes

Por: Lucas Tinôco (Twitter: @lucastinocof)

Real Madrid e Juventus disputarão a grande final da maior competição de clubes do mundo no próximo dia 03. O HTE Sports começa hoje uma série de textos até a véspera do grande duelo.

Para começar, contaremos hoje as últimas finais de Liga dos Campeões em que ambos estiveram em campo, e nem tem muito tempo.

Juventus

A última final da Velha Senhora foi há duas temporadas. Uma campanha muito boa mas um time não tão coeso como hoje. Ainda com nomes como os de Pogba, Vidal e Tévez, a Juve foi capaz de eliminar Borussia Dortmund, Mônaco e o próprio Real Madrid antes da final contra o Barcelona na primeira temporada do avassalador trio MSN.

E não deram sorte. A equipe que tinha ótimas peças em todos os setores se viu extremamente nervosa. O Barcelona foi melhor durante a maior parte do jogo, Buffon bem que tentou salvar a equipe, mas Suárez e Neymar sacramentaram o penta do clube catalão e o sexto vice-campeonato da história do clube de Turim – o maior vice da Liga dos Campeões–, que chegou a uma final após 12 anos.

Contudo, essa final será diferente. No lugar do lento Lichtsteiner, um Daniel Alves voando, um dos melhores da UCL. Na vaga do já fraco Evra, um fantástico Alex Sandro. O 4-4-2 de Pogba, Pirlo, Vidal e Marchisio no meio e Morata e Tévez no ataque deram lugar ao 4-2-3-1/3-4-2-1 mais compacto, com Khedira/Marchisio, Pjanic, Mandzukic, Dybala, as vezes Cuadrado e Asamoah (no caso da equipe com 3 zagueiros normalmente os laterais brasileiros atuam no meio) e Higuaín. Outro ponto diferente em relação a última final será a presença de Chiellini, que foi desfalque no duelo contra o Barça e é, talvez, um dos maiores pontos de equilíbrio mental.

Certamente fará uma partida muito mais controlada, como tem sido ao longo da temporada. Uma equipe que pouco sofre e sabe ser fatal.

Real Madrid

Finalista em duas das últimas três temporadas, o Real chega a essa final com dúvidas. Não é nem de longe o mesmo time que levantou a orelhuda pela 10ª e 11ª vez. Mais exposto na defesa, mais faltoso e menos matador. Porém, com as mesmas peças do título passado em cima do Atlético de Madrid. Nessa temporada, quando mais se duvidou deles, o maior campeão da competição mostrou que jamais deve ser subestimado.

Na temporada passada já mostrava um sinal de maior fraqueza. Eliminou a Roma com extrema facilidade mas sofreu para passar pelo azarão Wolfsburg e pelo Manchester City. Na final, contou mais uma vez com o brilhantismo do seu capitão Sérgio Ramos e nos pênaltis não perdoou. Contudo, o gol foi impedido e o time ainda contou com a sorte ao ver Griezmann perder um pênalti.

A força daquele título estava no mesmo ponto em que o time usa atualmente: o domínio do meio-campo. Casemiro, Modric e Kroos são atletas fenomenais, e se conseguirem dominar o seu setor, dificilmente um time será capaz de bater a equipe de Zidane. No entanto, o adversário dessa vez costuma usar da mesma força, como fez contra o Barcelona e a bola pouco chegou para Messi, Suárez ou Neymar.

Diferentemente da final passada, o Real terá um Cristiano Ronaldo bem fisicamente. Pra quem não se lembra, o gajo jogou com dores, pois vinha de uma lesão e não havia tido tempo pra se recuperar. Apesar de ter jogado por tudo o que representa, ele foi bem discreto e apenas ficou marcado por ter marcado o pênalti do título. Agora, o maior artilheiro da competição está com a alma decisiva, após fazer os gols que eliminaram o Bayern de Munique e também um hat-trick no jogo de ida contra o Atlético de Madrid.

Uma final que certamente será bem diferente das últimas. Já tem o seu palpite? Então façam suas apostas…

Lucas Tinoco

21 anos, baiano e aspirante a jornalista esportivo. Fanático por esportes em geral, principalmente futebol. Adepto das ligas europeias e do futebol alternativo. Líder do Editorial de Futebol Internacional do HTE Sports.

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