Uma final refletida em suas maiores estrelas

Por: Lucas Tinôco

A 62ª final da Liga dos Campeões será disputada entre Real Madrid, que está na sua 15ª decisão, e Juventus, que vai para a sua nona. Além disso, essa será a oitava entre espanhóis e italianos (a segunda no século XXI) e a segunda entre as duas equipes – a primeira foi na temporada 1997/98 e a equipe madridista saiu campeã.

O palco será o belíssimo Millennium Stadium, em Cardiff. O estádio da seleção de futebol do País de Gales tem capacidade para 74.500 pessoas e receberá seu primeiro grande evento do esporte, já tendo recebido finais de Taça da Liga e FA Cup além de decisões de importantes campeonatos de rugby.

Para chegar ao país que foi uma grande fortaleza criada pelos romanos, o Real Madrid teve que crescer ao longo da competição e não faz lá uma temporada memorável em termos de desempenho. Já a Juventus desde o princípio parecia que chegaria longe, fazendo da temporada atual uma das melhores, quiçá a melhor, campanha em termos de desempenho da UEFA Champions League.

A equipe comandada por  Zinédine Zidane sofreu pra vencer o Sporting, tropeçou frente ao Legia Varsóvia e não conseguiu bater o Borussia Dortmund, seu adversário mais forte na fase de grupos da competição. Nas oitavas de final, cresceu pra cima do Napoli, soube superar o também gigante Bayern de Munique e destruiu o Atlético de Madrid, um dos seus maiores rivais, dentro do Santiago Bernabéu. Foi representado pela figura de Cristiano Ronaldo nesta reta final. O craque português também não vinha fazendo melhor das suas temporadas e se redimiu no momento em que a equipe mais precisava, marcando 8 dos últimos 10 gols da equipe no torneio.

Já os comandados de Massimiliano Allegri foram, ao longo de todo campeonato, seguros, compactos e um time que em momento nenhum optou por correr riscos em campo. Na fase de grupos empataram duas vezes em casa, contra Sevilla e Lyon, mas fora venceram todos os jogos. Na fase de mata-mata passaram pelo Porto sem sustos, e tiveram seu ápice no duelo contra o Barcelona, no qual venceram por 3-0 no agregado, ou seja, NÃO TOMARAM UM GOLZINHO DO TRIO MAIS BADALADO DO MUNDO. Nas semifinais, conseguiram parar o também poderoso ataque do Mônaco, surpresa da competição, e agora está na finalíssima. Apesar de ter grandes nomes com Higuaín, Dybala e Daniel Alves, a estrela maior do time segue sendo Gigi Buffon, que aos 39 anos ainda tenta vencer o título que lhe falta.

O Real terá que saber furar a ótima marcação da Juve enquanto esta terá que manter a mesma postura do jogo contra o Barcelona: marcar bem, anular as melhores peças e, principalmente, controlar o meio-campo.

É nos nomes dessas duas feras que a final da Liga dos Campeões é refletida. De um lado Cristiano Ronaldo, vice-artilheiro, segundo em assistências e atacante da equipe que mais finaliza e coloca bolas dentro da rede. Do outro Gianluigi Buffon, ídolo do time com melhor defesa da competição – atrás do Copenhagen, que não passou da fase de grupos –, do time com mais vitórias e também o finalista que ainda não perdeu nessa edição.

Um time ofensivo contra um time compacto e que marca como poucos (ou como nenhum). A excentricidade contra a compostura. Mais um título contra o primeiro. Dois ídolos em busca da maior consagração do continente.

 

Lucas Tinoco

21 anos, baiano e aspirante a jornalista esportivo. Fanático por esportes em geral, principalmente futebol. Adepto das ligas europeias e do futebol alternativo. Líder do Editorial de Futebol Internacional do HTE Sports.

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