UMA RAZÃO PARA VIVER #6 – A estrela de Juninho

Final da Copa do Nordeste, a torcida faz uma bela festa pré-jogo para empurrar o time. Jogo muito parelho, os dois maiores times do Nordeste duelando pelo título regional. Sport e Bahia estavam desfalcados, mas mesmo assim era esperado um grande jogo. Pelo lado do Bahia, tivemos um jogo interessante, de um time aplicado taticamente e preciso com as oportunidades recebidas. O que faltou para termos um jogo realmente bom foi o outro time. O Sport mais uma vez perdido em campo e CLARAMENTE dependente de Diego Souza para fazer alguma coisa no jogo. Diego, que voltava de lesão, só fez duas coisas no jogo: numa boa jogada, aproveitou a falha de Renê Júnior e deu um balão para Rogério bater de voleio que foi bem defendido pelo goleiro do Bahia. A outra foi uma jogada individual na área, em que ele protegeu a bola de três defensores e rolou para Samuel Xavier que, desequilibrado, isolou a bola. Ambos lances foram no primeiro tempo. Fora isso, Diego sumiu do jogo. Não sei se por ausência de ritmo de jogo ou se tava sentindo algo, mas a verdade é que ele não apareceu pro jogo. Mas vamos continuar, depois voltamos ao Diego.

No jogo, Guto Ferreira deu um nó tático em Ney Franco. Foi impressionante como o Sport não conseguia produzir nada ofensivamente, devido à marcação bem postada do time do Bahia. O Sport ainda no primeiro tempo abusou dos lançamentos para tentar contar com uma falha da defesa adversária e assim ter uma chance de gol. Não falo dos chutões da defesa para tirar a bola, mas sim lançamentos conscientes, feitos por Durval, Matheus Ferraz e algumas vezes por Ronaldo e Fabrício. Isso, além da ausência de saída de bola – sem Rithely e Diego sumido do jogo – que o Sport não tinha, foi também culpa do técnico Ney Franco, que via o time preso na marcação e não fazia nenhuma alteração. E pior, quando resolveu mexer no time, ainda mexeu errado. Everton Felipe vinha bem na partida e acabou sendo sacado por Ney Franco (que ouviu gritos de “BURRO! BURRO!” da torcida rubro-negra neste momento) para a entrada de Juninho. A mudança desorganizou ainda mais um time já perdido em campo. O Sport pediu para perder o jogo e se não fosse

Só que, a sorte de Ney Franco deu o ar da graça mais uma vez na noite de hoje. A substituição foi errada, mas acabou dando certo, pois foi da cabeça de Juninho que saiu o gol de empate na partida de hoje. Juninho, o mesmo foi usado em 2016 por Falcão e depois caiu num ostracismo no resto do ano e que até hoje não foi explicado e que em 2017 tá mostrando que tem estrela. Entrou no jogo de ida das quartas contra o Campinense lá em Campina Grande e marcou o gol do Sport naquele jogo; entrou contra o Joinville na 4ª fase da Copa do Brasil e fez o gol da vitória; entrou contra o Náutico na semifinal do Pernambucano e virou o jogo em 2 minutos, já nos acréscimos… O menino tem estrela e hoje ela brilho novamente. Mesmo com a viagem na maionese (para não chamar de burrice) de Ney Franco, ele foi lá e decidiu o jogo. O Sport cresceu no jogo e poderia até virar o jogo. Apenas poderia. O time continuou sem técnico e o jogo terminou empatado e mesmo com a leve vantagem para o Bahia pelo gol fora, a decisão está totalmente aberta. Antes de seguir para uns assuntos mais sérios, eu darei uma informação para você leitor, se não entendeu ainda, entender a inutilidade de Ney Franco no comando técnico do Sport: das três substituições possíveis, ele fez apenas uma – essa de Juninho – e que ainda foi errada, e morreu com duas. Daí você tira o nível de passividade dele e da raiva que ele já causa na torcida.

Diego Souza é o craque do time, mas hoje pouco acrescentou ao jogo. Foi apenas mais um em campo. (Imagem: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

DIEGO SOUZA SUMIDO

Quem foi à Ilha do Retiro nesta quarta e quem assistiu a partida pela tv atenciosamente viu que Diego Souza esteve LONGE do que se espera e do que se sabe que ele pode fazer em campo. Ele está voltando de lesão e perdeu dois jogos inteiros e praticamente um terceiro, já que se contundiu aos 15′ do 1º tempo do jogo contra o Santa Cruz. O fato dele ter “se escondido” do jogo pode ser justificado por falta de ritmo de jogo ou por ele ainda estar sentindo a lesão. Apenas o ritmo de jogo foi citado em alguns comentários na TV e no rádio. Eu, neste momento, coloco meu lado 100% torcedor em prática e arrisco dizer uma coisa mais pesada: SERÁ que o “corpo mole” no jogo de hoje não foi para derrubar o técnico? Sei que é uma coisa bem difícil de ser falada, mas não se pode ignorar a chance disso ser verdade. Durante o jogo, em alguns momentos, eu parei de assistir torcendo para analisar especialmente a atuação de Diego. Ele só olhava para bola e nem se esforçava para participar do jogo. Ele começou a “acordar” quando levou um esporro homérico de André, que cobrava mais participação do camisa 87 no jogo. Não estou questionando o profissionalismo de Diego. Longe de mim tal atitude! Mas a atuação dele foi tão fora da curva (até das más atuações) que dá abertura para outras interpretações como esta que eu tive.

 

E AGORA? O QUE VAI ACONTECER?

Antes da volta contra o Bahia, teremos um jogo importante pela série A contra o Cruzeiro no próximo domingo. O técnico (não quero mais citar o nome dele) já definiu que irá com o time titular. Pelo menos uma atitude correta nesta quarta-feira. Espero, sinceramente, que o técnico caia. É inadmissível o que este senhor está fazendo. Parece que o “retiro” de 1 ano foi só para aprender inglês mesmo e que ele não se atualizou em nada do futebol. O time hoje lembrou as atuações dos tempos de Falcão, Oswaldo e Daniel Paulista, totalmente perdido em campo e dependendo de individualidades, que apareceram em alguns lampejos, mas que não fizeram efeito na partida. Nos resta acompanhar o desenrolar dos próximos dias para ver se teremos mudança no comando técnico e se não houver, que haja pelo menos uma mudança na atitude dos jogadores em campo. #PST!

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