Wild Pitch – Há algo de podre no reino de Kansas?

Vice-campeão em 2014 e campeão da World Series em 2015. ma temporada de 2016 não tão boa e 2017 com a pior campanha da liga americana. O Kansas City Royals atravessam uma temporada complicada nesse início de caminhada na MLB. Mesmo tendo vencido alguns jogos importantes na última semana e, aparentemente, entrado numa campanha de recuperação, os Royals ainda estão muito distantes da expectativa que os cercava na temporada. Para quem não acompanha o esporte, é estranho notar a queda tão brusca de uma equipe. Mas o que motivou esse declínio?

A principal explicação é a mais óbvia de todas: dinheiro. Como Kansas é um mercado menor, seus jogadores de destaque vão sendo negociados com franquias financeiramente mais fortes. Os Royals que chegaram a glória foram montados de forma modesta, com muitos jogadores vindo via draft, com os jogadores sendo desenvolvidos nas ligas menores, ou através de trocas por jogadores com desempenho sólido, mas sem um grande destaque na liga.

Junto com isso, o desastre com o arremessador Yordano Ventura, um jovem que despontava com grande futuro na equipe, com certeza abala as estruturas de qualquer franquia. Não é apenas o impacto da simples perda de um jogador, mas todas as consequências que isso causa no seu jovem elenco e até mesmo no front office da equipe.

O começo ruim nesta temporada já faz com que alguns analistas deem a temporada como “perdida”, sugerindo inclusive que os Royals poderiam fazer algo similar ao que os Yankees fizeram na última temporada. Acumular  jogadores jovens e promissores através de trocas de suas principais peças, para que num espaço curto de tempo, a equipe volte a lutar pelo topo da divisão central da liga americana.

A verdade é que franquias de mercados pequenos, como Kansas, não podem se dar o luxo de manter uma grande equipe por vários anos, ao contrário de times como Yankees, Cubs, Red Sox e Dodgers, por exemplo. O sucesso dos Royals depende principalmente da eficiência no período do draft e no garimpo de novos talentos que estejam fora do radar das grandes equipes.

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