CLUBE DA FÉ #102 – Falta muito para 2018?

Depois de duas vitórias consecutivas por 2 x 0, uma delas no clássico contra o Plameiras, o bom ambiente voltando, a esperança de resultados melhores aparecendo, uma ducha de água fria cai sobre nós torcedores são-paulinos com o anúncio das vendas de Luiz Araújo e Thiago Mendes para o Lille, da França, por 68 milhões de reais (50 para o tricolor). Isso sem contar as chances que aumentam de transferência de Rodrigo Caio e Junior Tavares ao longo da janela internacional. Ou seja, nosso elenco que não é grande em qualidade, fica cada vez mais reduzido, impactando diretamente nas nossas chances de alcançar ao menos um dos objetivos do ano, que é a classificação para a Libertadores de 2018.

No começo do ano o planejamento era claro: Utilizar a base mais vencedora dos últimos anos para retomar o caminho do São Paulo para as conquistas. David Neres, Luiz Araújo e Lucas Fernandes eram os principais expoentes desse planejamento. Neres não chegou nem a jogar com o São Paulo no ano, sendo negociado já em janeiro com o Ajax e Lucas Fernandes viveu mais no DM que em campo até agora em 2017. Subimos outros jogadores, como Araruna, Shaylon e o próprio Junior Tavares, mas, nesse momento do ano, está claro que esse planejamento já foi para o espaço. A reposição, vindo da base (que tem bons nomes como Caíque e Léo Natel) ou do mercado, demanda novo tempo de adaptação, condicionamento e entrosamento. No meio da temporada. No meio do trabalho.

Fica difícil analisar o trabalho e resultado seja lá de quem estiver no comando técnico da equipe. Não tem como cobrar desempenho acima da média ou títulos quando peças importantes do elenco são negociadas. Tudo bem que Luiz Araújo conviveu com a irregularidade no ano. E o mesmo vale para Thiago Mendes. Mas o atacante é um dos poucos que do elenco que pode dizer que marcou gols nos três rivais de São Paulo e o meia era um dos poucos que arriscava de fora da área em jogos complicados. Farão falta.

Dessa maneira, pergunto: Falta muito para 2018? Porque do jeito que a coisa se apresenta nessa janela, teremos muitas dificuldades no Brasileirão, para encontrar uma equipe minimamente capaz de fazer um campeonato digno, sem os sustos recentes que vivemos e, que sabe, lutar pelo objetivo mínimo do ano. O planejamento 2017 já foi jogado no lixo. Nos resta torcer para que decisões inteligentes sejam tomadas nas reposições e que as apostas que forem feitas terem bons desempenhos o mais breve possível. Pela quingentésima vez nos últimos 10 anos, o São Paulo entra em reconstrução. Quem sabe essa não dá certo.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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