Copa das Confederações: poucos favoritos, muitas surpresas

Na edição de 2017 da Copa das Confederações disputada na Rússia teremos o menor número de campeões mundiais da história da competição, apenas a Alemanha conquistou o troféu, por isso dá para chamar de “Copa das Zebras”, nenhum dos participantes chega com status de grande favorito, prometendo assim grandes emoções e possíveis surpresas no caminho.

O status de favorito recairia sobre a Alemanha, atual campeã do mundo e candidata ao próximo título, porém Joachim Löw resolveu convocar uma seleção de testes, majoritariamente formada por atletas sub-23. Assim o favoritismo mudou de mãos, e caiu na de Cristiano Ronaldo e Portugal, campeões da Euro 2016 Portugal chega forte com uma geração que já fez história e conta com o melhor do mundo em um dos melhores momentos de sua carreira.

Apenas um degrau abaixo está o campeão das Américas, Chile não chega em seu melhor momento dos últimos anos, pelo contrário, passa por um processo de reformulação após mudanças no comando técnico. Tem em Alexis Sanchez sua grande esperança, o chileno teve temporada espetacular pelo Arsenal.

Em uma espécie de 3º pote aparecem a anfitriã Rússia, o campeão da África Camarões e o campeão da CONCACAF México. A primeira vive o período entre gerações, apresentando uma equipe extremamente jovem que não tem quase nenhuma experiência pela seleção e terá que aguentar a pressão de jogar em casa e não fazer fiasco. A seleção de Camarões é outra cheia de caras novas, nada de “estrelões” como Samuel Eto’o, o grande destaque dessa seleção é o excelente goleiro André Onana, destaque do Ajax na temporada e sondado por vários gigantes europeus. Talvez a grande possibilidade de surpresa vem da América do Norte, o México faz ótima campanha nas eliminatórias e vem de um trabalho já consolidado do treinador Osorio, pode e deve surpreender na competição.

No fundão, em um último degrau aparece a Austrália e a Nova Zelândia. Austrália classificada da Ásia mesmo territorialmente estando na Oceania tem uma seleção envelhecida e sem grandes expoentes técnicos, tende a ser a última de seu grupo, mas pode arrancar pontos dos favoritos. Já a Nova Zelândia é o “saco de pancadas” do torneio, não deverá passar de apenas um coadjuvante para sofrer goleadas dos protagonistas.

Pela primeira vez o Brasil não participa da Copa das Confederações, mesmo assim vale a pena assistir para possivelmente se surpreender, acompanhar a nova geração alemã, conhecer alguns possíveis adversários na Copa do Mundo 2018 ou talvez ver mais um feito de Cristiano Ronaldo.

Será que a taça vai para eles de novo?

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @isentoever

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