Na nova Copa do Nordeste, oprimidos realizaram seus sonhos e se tornaram opressores

A copa do nordeste é bastante conhecida e bem valorizada pelo fato de unir as ” TORCIDAS RAÍZES ”.

Uma vez que se tira clubes sem tanta expressão no cenario do futebol nacional e deixa os maiores da região duelarem entre sí, a valorização deste campeonato só tende a crescer.

Reduzir o número de participantes e favorecer os clubes melhor ranqueados é uma tentativa de atrair mais atenção à competição e aumentar o público nos estádios.

Acertando em cheio com esse novo formato, pois com toda certeza teremos maiores publicos nos estadios, maiores emoções desde a fase de grupos até a fase final que é o mata mata, onde do começo ao fim terá varios classicos, duelos cheios de rivalidades e bem eletrizantes.

Assim, os clubes grandes do Nordeste, que insistentemente reclamam – e muitas vezes com razão – do tratamento desigual que sofrem em competições nacionais com divisão de receitas, captação de patrocínio, impacto decisório e da impossibilidade de crescimento real, pavimentam caminhos claros, protecionistas e idênticos regionalmente: impedem que qualquer outra força apareça e garantem as vagas na Copa do Nordeste ainda que façam trabalhos pífios ou menosprezem o estadual na temporada anterior. Um eventual bom trabalho – geralmente hercúleo e comovente diante das dificuldades – de um time com menos estrutura de nada adiantará a não ser que ele seja campeão, situação absolutamente rara, para não dizer impossível.

A decisão da Liga do Nordeste em diminuir o número de times na fase de grupos do Nordestão já em 2018, bem como mudar os critérios de classificação para a competição no ano seguinte, trará mudanças sensíveis nas relações entre clubes e federações da região. As alterações no torneio fortalecem ainda mais as grandes equipes, mas deixam outros interessados em sinal de alerta.

A principal alteração da Copa do Nordeste será no número de participantes, reduzido de 20 a 16 equipes. Para 2018, classificam-se diretamente os nove campeões estaduais e os vices das três federações melhor ranqueadas (Bahia, Pernambuco e Ceará). As outras quatro vagas virão de uma fase preliminar, disputada em forma de mata-mata, entre os vice-campeões dos outros seis estados (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe) e os terceiros colocados dos estaduais da Bahia e Pernambuco.

Para 2019, uma mudança importante: as vagas para a fase preliminar deixarão de ser oferecidas pelos estaduais e passarão para os clubes melhor ranqueados dentro de cada estado. Apenas nove dos 16 participantes serão indicados pelos estaduais.Os outros sete serão conhecidos pelo ranking da CBF: um da Bahia, um de Pernambuco, um do Ceará e outros quatro que sairão de um mata-mata formado por oito clubes. Com isso, é praticamente impossível equipes como Bahia, Vitória, Sport, Náutico, Santa Cruz, Ceará e Fortaleza ficarem de fora da Copa do Nordeste. Em Pernambuco, por exemplo, um clube do interior só participará da competição regional se for campeão estadual – algo que nunca aconteceu. Foi uma espécie de “mecanismo de proteção” encontrado pelos clubes mais tradicionais da região para fortalecer o nível técnico do Nordestão e, consequentemente, mantê-los em praticamente todas as edições do torneio.

Como ficará em 2018?
– 16 clubes
– Nove campeões de cada estado
– Vice-campeões da Bahia, Pernambuco e Ceará
– As outras quatro vagas serão disputadas no pré-Nordestão, mata-mata que terá: seis vice-campeões (MA, PI, RN, PB, AL e SE) mais os terceiros colocados dos estaduais da BA e PE.

Como ficará em 2019?
– 16 clubes
– Nove campeões de cada estado
– O melhor clube da BA, PE e CE no ranking nacional
– Pré-Nordestão, mata-mata, com o melhor ranqueado do MA, PI, RN, PB, AL e SE, além de mais um clube da BA e PE também do
ranking.

Ultimos campeões: Sport (2014), Ceará (2015), Santa Cruz (2016), Bahia Atual Campeão.

Santa cruz campeão NE 2016

Curiosidade: Se os critérios de classificação que serão adotados a partir de 2019 já valessem para esta temporada, apenas CSA-AL, Altos-PI, Uniclinic-CE, Itabaiana-SE e Juazeirense-BA não disputariam a competição. Eles seriam substituídos por ASA-AL, Parnahyba-PI, Ceará-CE, Confiança-SE e Vitória da Conquista-BA, que possuem posições mais privilegiadas no ranking da CBF. Os outros 15 clubes seriam os mesmos, mostrando que há pouca rotatividade entre os participantes da Copa do Nordeste.

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