NBA Finals – Insanidade, quebra de recordes e tretas: Cavs sobrevivem

O jogo 4 das finais de 2017 com certeza entrará no panteão dos maiores jogos da história das finais da NBA. Não por ter sido decidido nos últimos segundos ou pela margem do placar (que acabou sendo bem elástica), mas por todos os recordes quebrados, nível técnico absurdo e o clima de rivalidade bastante quente que envolveu os 48 minutos da vitória do Cleveland Cavaliers sobre o Golden State Warriors por incríveis 137 x 116.

O jogo começou com os Cavs imprimindo um ritmo absurdo, chegando a abrir 24 x 9 logo no início da partida. Essa vantagem no início foi importantíssima para que a equipe de Lebron James controlasse o jogo, mesmo nos momentos em que os Warriors chegaram a encostar no marcador, deixando o jogo em diferenças de apenas um dígito. Ao contrário dos 3 primeiros jogos, Cleveland não se desesperou e nos momentos decisivos, soube trabalhar bem a bola e se manter no controle da partida.

A forte marcação sobre Stephen Curry e Kevin Durant surtiu efeito, com ambos passando o primeiro quarto inteiro praticamente zerados. Quando você tira a confiança dos 2 dos 3 melhores chutadores do adversário, as coisas ficam mais fáceis. Somado a isso, Lebron fez mais uma partida espetacular, terminando com 31 pontos, 10 rebotes e 11 assistências. Esse foi o seu 9º triplo-duplo em finais de NBA, se tornando o recordista absoluto no quesito, superando ninguém menos do que Magic Johnson. Além disso, Lebron ultrapassou Michael Jordan e se tornou o 3º maior pontuador da história das finais da NBA.

Outro fator preponderante foi a atuação espetacular de Kyrie Irving, com 40 pontos, 7 rebotes e 4 assistências, seu segundo maior desempenho da história em finais de NBA, atrás apenas do histórico jogo 5 da final de 2016. Kevin Love também estava pegando fogo e acabou a partida com 23 pontos (sendo 18 em cestas de 3, com o aproveitamento de 6-8), 3 rebotes e 2 roubos. Some isso a produção interessantes de nomes como J.R Smith, Tristan Thompson e temos uma produção ofensiva épica. Os Cavs chegaram a 86 pontos antes do intervalo e a 24 bolas de 3 pontos no jogo, maiores marcas da história das finais da NBA.

Pelos Warriors, Kevin Durant mais uma vez fez um jogo seguro: 35 pontos,  4 rebotes e 4 assistências. O problema foi a produção limitada de Curry (14 pontos) e Klay Thompson (16 pontos). Dreymond Green, que mais uma vez se envolveu em tretas e só não foi ejetado da partida por duas faltas pessoais por um erro da arbitragem, foi discreto, mesmo com espaço para jogar. Ainda assim, os Warriors marcaram 116 pontos, pontuação suficiente para vencer as outras 3 partidas da série. Isso mostra que o nível atingido pelos Cavs na noite desta sexta-feira foi extremo, beirando a perfeição.

Se eu acredito em uma virada épica de Cleveland? Não. O mais provável é que os Warriors definam o título em sua casa na próxima segunda-feira, 12, no jogo 5. Mas Cleveland mostrou hoje que é um time que pode rivalizar e que exigirá de Golden State um alto nível de basquete para que eles cheguem ao título. Nova vitória de Cleveland no jogo 5 deixará a série totalmente imprevisível, além de abalar psicologicamente a equipe de Oakland. Sendo assim, a próxima partida deve ser encarada como um jogo 7 para os Warriors. Já para Cleveland, a hora é de encher o pé no acelerador e continuar pensando jogo a jogo.

O jogo 5 tem tudo para ser outro jogaço, muito físico, com Cleveland tentando frear a correria dos Warriors e exigindo uma atuação de gala de Golden State para que eles possam sair com o título. Não acredito que o raio caia 2 vezes no mesmo lugar. Mas quando se trata de Lebron James e sua equipe, o impossível sempre parece um pouco mais possível.

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