RECANTO DA COLINA #13 – Somente acertos farão dias melhores

Nenhum vascaíno lúcido consegue entender o que há com o time. O elenco é regular, o técnico é bom, os salários aparentemente estão em dia, o ambiente parece ser o melhor possível e a estrutura do complexo de São Januário tem melhorado cada vez mais. E o que acontece que não conseguem engrenar? E não digo engrenar rumo ao título, pois isso é completamente fora da realidade. É simplesmente se manter entre os dez primeiros colocados.

Estamos perdendo tempo. Os clubes de Libertadores começaram muito mal o Brasileirão, ocupando as últimas posições. Essa era a grande chance de o Vasco ganhar uma boa folga para Flamengo – eliminado na primeira fase da Liberta, diga-se de passagem – Botafogo, Palmeiras, Atlético-MG e Atlético-PR, pois é claro que em algum momento eles vão se animar e sair dessa situação. Estamos desperdiçando essa oportunidade de ter uma tranquilidade maior que nos guie pelo restante do campeonato.

Contra o Sport, o time foi muito bem no segundo tempo. Após uma primeira etapa apática, Milton teve a competência de observar o que o time precisava e acertar o errado para os últimos 45 minutos. Sua mudança de estratégia rumou o Vasco para a conquista dos três pontos em São Januário.

Já contra a Chapecoense, ficaram nítidos os erros de Milton Mendes. Quis inventar e não deu certo. Teve que gastar uma substituição ainda no primeiro tempo por erro próprio. E ainda correu risco de queimar o Alan Cardoso, uma jovem promessa da base vascaína, com a torcida por sua má atuação diante do bom time comandado por Vagner Mancini.

Fora de casa, o time não joga. Vira um espectador de si mesmo e passa todo o tempo esperando por um lance crucial para colocar todos os jogadores atrás da linha da bola e resolver sua vida. Em domínios alheios, o Vasco parece um gatinho manso: inofensivo, educado e carinhoso.

Não é legal criticar treinador após uma derrota, eu sei. Mas o Milton errou desde sua estratégia inicial. Aí realmente fica difícil apontar falhas que não sejam do técnico. Créditos à ele por saber exatamente o que a Chape faria na partida. Mas não conseguiu evitar o jogo deles, apenas ficava vendo os jogadores vascaínos cedendo espaços e tomando bola nas costas sempre.

Isso foi até dito pelo próprio em entrevista coletiva pós-jogo: “Nossa estratégia era não levar gol. Sabíamos exatamente o que aconteceria. Sabíamos onde a bola entraria e levamos o gol.”

Imagine você, numa prova de faculdade ou escola, já sabendo a pergunta que seu professor irá cobrar, obviamente que correrás atrás da resolução para, na hora certa, não fazer feio e acertar a resposta da questão. E Milton fez todo esse caminho, só que errou na resposta final. Estudou, sabia o que a Chape iria levar para o jogo, correu atrás de métodos para inibir as investidas do adversário, porém pecou no momento ápice: a resposta final. Falhou!

Temos uma sequência de três jogos no Rio de Janeiro agora: Avaí em casa, Botafogo no Nilton Santos e Atlético-GO em casa. São nove pontos esperando para serem conquistados pelo nosso Gigante da Colina. E nós não podemos deixar essa chance escapar, pois essa tabela inicial foi muito boa para o nosso time e não podemos nos queixar. Lugar de vascaíno é em São Januário e no Niltão nos próximos dias. Vamos apoiar e nosso objetivo juntos conquistar: se manter na Série A!

 

GIGANTE desde 1898! #PopularSemSerPopulista

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– Saudações Vascaínas!

Foto do título da matéria: Divulgação/Carlos Gregório Jr/Flickr oficial do Vasco

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