Seleção Brasileira – Temos um time

O título do texto pode soar contraditório, já que o Brasil perdeu o clássico para a Argentina por 1×0, com gol do zagueiro Mercado. Mas a verdade é que a seleção de Tite, mesmo jogando sem 7 jogadores que vem sendo titulares, teve uma atuação dentro dos padrões. Por detalhes do futebol, a bola não entrou e o rival acabou dando a Sampaoli uma vitória em sua estreia como treinador da equipe albiceleste.

A Argentina entrou em campo com uma formação diferente, jogando numa variação entre 3-4-3 e um 3-6-1, com Messi e Dybala municiando Higuaín na frente. Entretanto, os 3 foram bastante discretos, com a trinca formada por Fernandinho, Paulinho e Renato Augusto encaixotando a marcação de forma precisa. O Brasil entrou em campo com o mesmo padrão tático, 4-1-4-1, com a defesa considerada reserva, além das ausências de Casemiro e Neymar (que fez falta, mas não tanto quanto nas eras anteriores).

Com uma marcação pressão na saída de bola, o Brasil teve boas oportunidades com Coutinho, mas o meia acabou sendo travado em duas tentativas de finalizações. A Argentina, entretanto, teve seus melhores momentos jogando em cima do elo fraco da seleção: Fágner. O lateral direito do Corinthians, que já não vive grande fase em seu clube (mesmo que o Timão esteja muito bem na temporada), claramente sentiu o peso do jogo e sentiu a responsabilidade da marcação em cima de Dí Maria. Tanto que todas as jogadas da Argentina saíram daquele lado, inclusive o lance que gerou o gol na falta ensaiada.

O segundo tempo voltou e o Brasil voltou melhor, pressionando. A Argentina não fez absolutamente nada que trouxesse perigo ao gol de Weverton. A seleção canarinha perdeu 3 chances de gol incríveis no mesmo lance com Jesus, William e Paulinho. Após os primeiros 15 minutos, as várias alterações de ambos os lados acabaram descaracterizando a partida, que perdeu um pouco da intensidade. Os argentinos conseguiram esfriar o jogo e seguraram a vitória, importante para um início de trabalho de Sampaoli.

O novo técnico hermano claramente já conseguiu dar o mínimo de padrão de jogo a sua equipe. A tendência é que as coisas melhorem a cada jogo e que os hermanos conquistem a vaga para o próximo mundial, ainda que tenham um compromisso complicado diante do Uruguai no Estádio Nacional de Montevidéu.

Já para o Brasil, o amistosos serviu para que Tite tenha algumas certezas. A principal delas é que seu time consegue se sair bem mesmo sem a sua principal estrela, dando sinais de que o seu trabalho tático e técnico está bastante enraizado nos jogadores. Perdemos na hora em que não valia nada. Isso também deve ser “celebrado”, já que toda a conversa sobre 100% e Tite, o mago, deve diminuir um pouco. Ainda há o que melhorar, mas o caminho está sendo traçado e parece ser promissor.

O jogo de hoje pode ter sido um vestibular para alguns jogadores considerados reservas. Weverton foi regular, não comprometeu mas também não salvou. Ganhou pontos pelo seu jogo com os pés. Gil, que eu particularmente não gosto e acho que poderia dar vaga a outros zagueiros no grupo, teve atuação segura. Deve ter ganho pontos com Tite. Já Fagner foi o pior em campo do Brasil, uma avenida onde Dí Maria deitou e rolou. Não acertou praticamente nada no jogo inteiro. Ao meu ver, parecia de estar com medo ao bater de frente com um dos principais extremos do mundo. Numa Copa do Mundo, pode ser temerário lançá-lo em uma eventual suspensão de Daniel Alves. Pra mim, pode ter abeto espaço para a chegada de outros nomes como Rafinha e Mariano.

 

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