UMA RAZÃO PARA VIVER #9 – Habemus “pressão dependência”?

Antes em 2016 e agora em 2017, a torcida do Sport vive uma saudade sem fim da temporada de 2015. E não é pra menos: em 2015 o Sport teve a melhor campanha no brasileirão na era dos pontos corridos e teve um time que foi considerado o melhor da história recente do Sport, tanto em qualidade individual quanto coletiva. No ano seguinte havia a esperança de uma campanha igual ou melhor que essa e foi aquele fiasco que todos viram: briga para não cair pra Série B até a 38ª rodada. 2017 chegou e o viuvismo continuou. Junto dele, os papéis de trouxa pagos pela torcida do Sport com os fiascos e as vergonhas que o time passou até agora, que se formos detalhar, esse texto se prolongará muito.

Porém, dentre tantas raivas, uma coisa relativamente boa vem acontecendo desde 2016 e o início desse viuvismo: o Sport reage bem quando está sob pressão. E quando digo “sob pressão” é realmente COM A CORDA NO PESCOÇO. No brasileirão do ano passado essa situação aconteceu quando o time tinha algum tropeço importante e passava a correr risco de entrar na zona de rebaixamento já na rodada seguinte, aí ia e surpreendia todo mundo e escapava. Para não me estender muito, citarei apenas algumas situações desse tipo só em 2017: quartas de final da Copa do Nordeste, onde a ida tinha sido 3-1 para o Campinense. O Sport foi lá e conseguiu passar de fase, nos pênaltis, mas mostrando um bom futebol no tempo normal. Na fase seguinte, perdeu a ida pro Santa Cruz, dentro da Ilha, e foi buscar a classificação na volta, dentro do Arruda, e no tempo normal. Também teve algo parecido quando, na 3ª fase da Copa do Brasil e na 1ª fase da Sul-americana, o time teve que encarar decisões por pênaltis. Nas duas, com Magrão sendo o principal fator, mas também com frieza dos cobradores rubro-negros, o Sport se saiu melhor e conseguiu as respectivas classificações.

A situação mais recente aconteceu nos últimos dias e meio que “fechou o ciclo” neste sábado: o Sport vem tendo um início de campeonato instável, onde nos últimos jogos venceu o Flamengo na Ilha, perdeu pro Vasco no Rio e empatou em casa, num jogo fraquíssimo, contra o São Paulo. O detalhe destes três jogos é que eles foram sem o craque do time, Diego Souza, que tinha sido convocado para a seleção brasileira. A partida seguinte ao São Paulo foi contra o Vitória, na Ilha. Após a bela passagem de Diego pela seleção canarinha, a esperança da torcida rubro-negra era que ele voltasse a render bem também no Sport e, consequentemente, isso trouxesse a vitória contra os baianos. Triste engano. O Sport jogou uma partida terrível e foi derrotado em casa, mesmo com o camisa 87 em campo. Some a dor e a raiva de assistir um time apático em campo com uma sequência de jogos extremamente difíceis fora de casa e com a possibilidade de voltar deles afundado na zona de rebaixamento. Esse foi o sentimento de quem saiu da Ilha do Retiro na noite do último domingo (18). Particularmente, este que vos escreve falou após sair da Ilha do Retiro e voltava indignado para casa: “Se o Sport voltar com UM PONTO desses dois jogos é para se comemorar como se tivesse ganhado um título”. Mal esperava pelo que o destino reservava…

A expressão de Lenis nessa imagem define a torcida do Sport após esses dois jogos fora de casa

Na segunda-feira seguinte o site oficial do Sport soltou várias matérias com os jogadores falando sobre pontuar fora. Isso não deu esperança a ninguém. Muito pelo contrário, só fez a raiva aumentar ainda mais. Aí vem a ironia: na quarta-feira o Sport empatou com o Atlético-MG dentro do Independência, num jogo que claramente poderia ter vencido e no sábado seguinte conquistou a primeira vitória da história sobre o Santos, dentro da Vila Belmiro. Se um ponto era pra se comemorar como um título, o que se fazer com os quatro que foram conquistados nessa saída? A torcida rubro-negra poderia assistir o resto da rodada secando os adversários e pensando em soluções para esse “problema”.

Mais uma vez o Sport entrou em campo sobre pressão e se saiu muito bem. Agora, o que fazer para que esse bom futebol mostrado nessas duas últimas partidas se mantenha para o resto da temporada? Alguns fatores podem ajudar, como boas contratações e tempo para treinar, coisa que o Sport terá a oportunidade já nesta semana seguinte, onde na quarta pode mandar o time reserva para disputar a final do Campeonato Pernambucano, contra o Salgueiro no sertão. Fora isso, tudo depende da disposição do time e também do técnico Vanderlei Luxemburgo e de sua influência sobre o elenco. O primeiro passo e, teoricamente, o mais fácil deles é justamente esse jogo contra o Salgueiro. É só mandar os reservas para a partida e treinar os titulares, para aprimorar a parte física do elenco e também melhorar a tática, que mostrou uma boa evolução contra Atlético e Santos. Tudo isso é para evitar que o Sport passe por pressões tão negativas como essas, pois se continuar assim, a incidência de problemas cardíacos na torcida rubro-negra irá aumentar, com certeza!

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos dessa novela chamada Sport Club do Recife. #PST

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