ACADEMIA ALVIVERDE #29 – Em boas mãos

Texto: Talita Guglak

Há pessoas que dificilmente conseguimos resumir em algumas palavras, Jailson é uma delas. Indo contra maré, podemos fazer um esforço: Invicto. Humilde. Apaixonado pela camisa. São apenas amostras do que uma das nossas maiores surpresas de 2016 representa à Sociedade Esportiva Palmeiras.

Quando menos imaginamos – nós e ele – lá estava ele, no gol, na missão de substituir Fernando Prass, aquele que nos conheceu em nossa pior fase e quando vimos fez gol de título e inúmeras defesas que reacendeu em nós o orgulho de sermos a Academia de Arqueiros. Missão impossível? Para a persistência e coragem de Jailson, não.

As coisas aconteceram do jeito que tinham que acontecer e tínhamos agora mais um goleiro sensacional que podíamos confiar esse ano, mas esse ano – de um Palmeiras que até agora a gente tá tentando entender – deveria ser o ano do Prass matar a saudade do gol. A importância que ele tem e sua capacidade é inegável, sem mas. No entanto, o Palmeiras de 2017 está impiedoso e confuso e isso refletiu no retorno dele. Se é a fase, se a nossa bendita zaga que não facilita, se é a necessidade – agora cumprida – de ficar um pouco no banco ou se é tudo isso junto, não sabemos, mas Prass sentiu a mudança de ares no clube. Como todos nós.

Uma situação dessa não pedia outra coisa senão uma mudança, e eis que no último jogo tivemos o retorno do nosso Pantera Negra e vimos que nada mudou. Mesma disciplina, mesma concentração, mesmo amor, mesmo carinho da torcida e dos companheiros de time. Em um time completamente reconstruído (mais do que deveria), Jailson se manteve o mesmo e só temos que agradecer. Com uma defesa de pênalti redentora, foi o grande responsável pelo empate (quase) confortável em dada situação e se tornou uma certeza entre dúvidas que tínhamos, temos e ainda vamos ter.

Não tem como negar: Jailson merece e PRECISA ser titular. Capacidade ele já mostrou há tempos que tem. Só o tempo irá dizer se isso resultará em uma titularidade absoluta ou terá uma organização onde será possível uma divisão justa e inteligente entre os dois goleiros (considerando a experiência e idade de cada um), mas por ora, sabemos que no tempo que o Prass estiver se reorganizando físico e mentalmente, poderemos contar com o empenho e amor de Jailson pelo o que faz e por quem faz e isso, meus caros, alivia pela metade o peso que carregamos em um ano que estamos redescobrindo o nosso clube e nos redescobrindo como torcedores.

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