Como seria o calendário perfeito para os clubes

Há um modelo ideal?

Deve haver, mas não se trata de criar algo para se tornar eterno. O Brasil é um caso absolutamente particular no mundo do futebol e, muito infelizmente, insistimos há décadas a procurar “modelo ideal” em países totalmente diferentes do nosso.

No Brasil, seguindo a ideia de “liga” dos modelos europeus, optamos por fazer um torneio que exige um grande “aperto” no calendário, com viagens muito longas. Ao mesmo tempo em que temos uma “primeira divisão” muito pequena, com apenas 20 vagas, para os mais de 40 clubes de massa que possuímos de norte a sul, que abrilhantariam o futebol nacional. Mas para muitos dos ditos “especialistas” a solução passa pela adequação do nosso calendário ao verão europeu: início de temporada em julho e final em junho do ano seguinte. Algo totalmente sem sentido.

Talvez essa “temporada europeia” fosse uma solução de curto prazo para essa ausência de calendário dos clubes de menor porte. Caso as primeiras fases dos estaduais – com os clubes ausentes das Séries A, B e C – ocorressem no segundo semestre, com a sua retomada nos primeiros meses do ano seguinte, poderíamos almejar um acordo na discussão sobre a viabilidade ou não dos estaduais.

Esses torneios existem a mais de 100 anos em muitos estados, e não podem ser extintos sem causar um ferimento grave na história do futebol brasileiro. Mas não podem continuar ocupando 20 datas dos calendários de clubes que disputam outros três ou quatro torneios no ano. É preciso pensar nesse “desmembramento”, deixando de insistir no “confinamento dos estaduais”, forçando sua realização em paralelo em estados com realidades totalmente distintas como Rondônia e Rio de Janeiro.

O mais plausível é sincronizar uma das competições com o fim da janela da Europa, e não o país ficar preocupado em copiar o modelo de fora.

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