Dias difíceis no futebol catarinense

O torcedor brasileiro acostumou-se com um grande número de equipes catarinenses nas primeiras divisões do campeonato brasileiro, normalmente sem disputar títulos ou vagas para a Libertadores, mas sempre ficando no meio de tabela e brigando para se manter na Série A. Contudo, esse ano a situação parece um pouco diferente, sofrendo com times irregulares e gestões mal feitas, os clubes estão à beira do rebaixamento.

Na Série A, dois clubes representam o estado: Chapecoense e Avaí. Logo já é perceptível a diminuição em relação aos últimos anos, a Chape após a tragédia do ano passado consegue se recuperar bem e por enquanto atinge seu objetivo, manter-se na primeira divisão e buscar uma vaga na Sulamericana, neste instante a equipe ocupa a 11ª posição com 21 pontos. O drama aparece na capital, o Avaí é um dos times mais irregulares do campeonato, vencendo partidas onde não é cotado como favorito e sofrendo em jogos em tese fáceis, com isso está afundado na Zona de Rebaixamento com 17 pontos, para o alento da torcida a diferença para o primeiro fora do Z4 é de 0 pontos, ou seja, matematicamente tem pontuação de clube não rebaixado.

Foto: Gil Guzzo/Eleven

Na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o Criciúma tem ótima recuperação após início tenebroso, com campanha de 23 pontos em 16 jogos o Tigre é 9º colocado em um torneio equilibrado e está a apenas 3 pontos do G4. O problema novamente é na capital, o Figueirense é apenas o 18º colocado com 16 pontos a exatos 4 pontos de primeiro time fora da zona da degola.

É obvio afirmar que o futebol catarinense vive uma fase não tão boa, tendo como expoentes desse problema as equipes da capital, mesmo com maior investimento financeiro, Avaí e Figueirense não conseguem embalar, a meta do primeiro é se manter e está brigando por isso, o segundo é quem está mais abaixo da meta, o Figueira iniciou a Serie B como favorito ao acesso e agora enfrenta o drama de um possível rebaixamento para a Série C. A Chape tem o desconto da reformulação, o Criciúma consegue uma boa recuperação com Luis Carlos Winck no comando técnico e busca alçar voos mais altos.

Foto: Divulgação/ Figueirense FC

O que realmente chama atenção é a diferença entre o número de participantes catarinenses de alguns anos nas primeiras divisões em relação aos atuais. Nessa última década, Santa Catarina chegou a ser o segundo Estado com mais participantes na Série A, atrás apenas de São Paulo, e agora amarga apenas dois e com chances de cair. Na B onde sempre foram vistas boas campanhas, agora tem apenas um time brigando, de longe, pelo acesso e por incrível que pareça o maior time do Estado sendo rebaixado para a C.

Qual a explicação para essa queda do futebol catarinense? Seriam problemas financeiros? Gestões de futebol mal realizadas? Ou apenas voltaram a sua realidade após alguns anos de “glória”?

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @oOutroLeo

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