Melhor geração não é o mesmo que melhor seleção

Por: Lucas Tinôco (Twitter: @lucastinocof)

A Bélgica é a prova viva de que ter uma boa geração não implica necessariamente em ter a melhor seleção. Hazard, Lukaku, Nainggolan, Vertonghen, Alderweireld, Courtois, entre outros. Nomes fortes em seus clubes, destaques em suas posições mas que nunca fizeram valer a graça de ter sido escolhi a melhor geração dos últimos anos. Elevou a um novo patamar? Com certeza. Mas daí a ser uma seleção temível e vencedora, há um abismo.

Em 2017 a nova melhor geração é a da França. Vamos definir o que seria isso? ACREDITO (primeira pessoa) que seja aquele país com o melhor número possível de boas peças. Hoje imagino que seja quase unânime que, neste quesito, os “Le Bleus” levam vantagem sobre as demais grandes favoritas, como Alemanha (fortíssima também), Brasil e, mais abaixo, Portugal e Espanha.

Pro gol, nomes como Lloris, Aréola, Costil. O goleiro do Tottenham está bem mais a frente, mas os demais são ótimos. Fora o Lafont, jovem goleiraço do Tolouse e que não vai demorar para estar na seleção principal.

O setor defensivo talvez seja o com nome mais fracos, mas ainda assim digno de respeito. Koscielny, o mais velho deles, Varane, Umtiti e Zouma são os principais nomes para a zaga. Ainda tem Laporte, também muito conhecido e elogiado, e o Kimpembe. Os mais jovens Issa Diop e Malang Sarr também têm atraído muitos olhares e são considerados dois dos melhores zagueiros sub-21 do planeta. Mais abaixo tem nomes como Rami, Sakho e Mangala

Entre os laterais tem o Mendy, começando os destaques da ótima equipe do Mônaco, o Digne, que pertence ao Barcelona e Sidibé, também do time do principado. Abaixo deles tem o experiente Jallet, o Kurzawa, Evra, Clichy, Corchia, Debuchy e Sagna.

Para o meio as opções são fantásticas: Lemar, Kanté, Pogba, Matuidi, Rabiot, Sissoko, Tolisso, Maxime López e Bakayoko são os grandes nomes. A maioria marca bem, tem boa capacidade física e saem muito bem para o jogo. Um dos melhores meio-campos do mundo. Outros nomes são os de Kondogbia, N’Zonzi, Cabaye, Cabella, Cyprien e Nasri.

Nas pontas e ataque então, mais nomes que deixam o torcedor maluquinho: Payet, Ousmane Dembélé, Thauvin, Griezmann, Giroud, Mbappé, Lacazette, Martial e Coman. Todos badaladíssimos e craques. Fora a versatilidade da maioria, que permite que joguem como meia centralizado ou aberto nas pontas. Dembélé e Mbappé talvez vêm sendo os sub-21 mais falados atualmente. Craques, jovens e já cruciais para as suas equipes (Borussia Dortmund e Mônaco). Ainda têm o também jovem Moussa Dembélé, do Celtic, e os menos badalados Augustin, que era do PSG e se transferiu para o RB Leipzig e Lys Mousset, do Bournemouth. Ainda têm nomes mais experientes como Valbuena, Gomis, Ben Arfa e Gameiro.

Um time com média de idade baixa e com potencial lá em cima. No entanto, a forma de jogar tem deixado a desejar. Novamente colocando a condição de que a melhor geração não tem necessariamente o melhor futebol. Algumas destas gerações jamais conseguirão feitos incríveis. A seleção brasileira é uma prova viva de tudo que boas ou ótimas gerações podem viver. A camisa verde e amarela já viu grandes gerações jogarem bem e vencerem, outras jogarem mal e também vencerem e, talvez a maior delas jogar lindamente e não conseguirem nada.

Como este texto é opinativo, posso afirmar que, na mera opinião de Lucas Tinôco (eu), essa França, com tantos nomes ótimos, não chegará longe graças ao seu treinador. Didier Deschamps não consegue tirar o máximo do bom elenco que tem nas mãos. Teve a chance de ouro na Eurocopa, em casa. Chegaram a final muito por conta do material que têm, mas perderam para Portugal na final. Hoje nas eliminatórias para a Copa do Mundo, é vice-líder com o mesmo número de pontos que a Suécia, primeira colocada.

Copa do Mundo é outro nível. Os fortes querem jogar ainda mais, os fracos dão a vida e quem joga só confiando no elenco que tem acaba morrendo na praia. É disso que a seleção francesa precisa: um melhor padrão de jogo, cada um com a sua função mais bem definidas, atratividade e confiança. Com o elenco que tem, pode fazer isso e muito mais para, quem sabe, sair da fila dos títulos.

Lucas Tinoco

21 anos, baiano e aspirante a jornalista esportivo. Fanático por esportes em geral, principalmente futebol. Adepto das ligas europeias e do futebol alternativo. Líder do Editorial de Futebol Internacional do HTE Sports.

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