Qual o segredo da seleção alemã?

A Copa das Confederações nunca foi considerada uma competição de grande valor para as maiores seleções do mundo, porém em nenhuma ocasião uma seleção decidiu levar uma equipe B com a predominância de jogadores Sub-23 enquanto os tidos como titular estavam “descansando” de férias. Isso foi o que a Alemanha de Joachim Low fez para disputar a Copa das Confederações 2017, e, chegando sem glamour ou qualquer pressão, conquistou o título em cima da ótima geração chilena, essa seleção Chilena que já havia batido a badalada seleção de Portugal de Cristiano Ronaldo.

Além dessa conquista, a equipe Sub-21, desfalcado por perder vários atletas para a Copa das Confederações, levantou o troféu da Euro Sub-21 batendo a Espanha na final, Espanha essa que tinha jogadores conhecidos como Saul, Asensio e Bellerin, mesmo assim não foi páreo para a Alemanha mesmo sem seus grandes astros.

A gurizada brilhou

Qual seria o elemento secreto para o grande sucesso alemão?

Planejamento é esse elemento. Um planejamento que teve início em 2002 e elevado a um nível absurdo após 2006. Você pode pensar que essa mudança ocorreu pelos fracassos da seleção principal, contudo a equipe foi vice-campeã em 2002 e chegou às semifinais jogando em casa no ano de 2006. Mesmo assim o futebol alemão sofreu uma reviravolta, que culmina no atual sucesso da seleção.

Na equipe campeã não aparece os nomes de Kroos, Muller, Neuer ou qualquer outra grande estrela, quem brilhou foi o capitão Julian Draxler, o artilheiro Timo Werner e o goleiro Ter Stegen. Jogando leve, com diferenças em relação ao time A. A Alemanha que ganhou a Copa das Confederações foi um time inteligente, que deixava a bola com o rival na maioria do tempo e era mortal nas chances que lhe eram dadas.

Por incrível que pareça, se tivesse uma palavra para definir essa seleção seria: maturidade. Jogadores jovens, mas que conhecem o treinador e entenderam qual a sua ideia para esse momento e conseguiram levar mais um troféu para casa.

Low é importante nesse bom momento

Dentro desse planejamento todo, o treinador Joachim Low é peça importante, de aprendiz a mestre. O treinador que foi preparado para comandar a seleção, agora prepara Miroslav Klose para ser seu sucessor. Não apenas dentro de campo, o planejamento alemão também é visto na comissão técnica.

Chegando como favorita na Copa do Mundo, com a volta de seus grandes astros, a Alemanha terá que quebrar a “Maldição da Copa Das Confederações” na qual o campeão da competição preparatória não consegue vencer a Copa do Mundo. Uma certeza temos: a Alemanha terá uma seleção forte por pelo menos uma década e meia, ou seja, irá dar trabalho por bastante tempo ainda.

Leonardo Pereira

Estudante de jornalismo e criador de teses sem noção nos momentos vagos. Twitter: @isentoever

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